Na situação fictícia deste texto, a turma do quinto ano organiza materiais para uma oficina de escrita. Uma caixa perto da porta contém folhas usadas de um lado. Em outra, estão papéis rasgados ou escritos dos dois lados. A turma separa os materiais porque pretende usar o verso das folhas inteiras para fazer rascunhos. A primeira tentativa falhou em parte. Algumas folhas dobradas foram colocadas com os papéis rasgados, embora ainda tivessem verso livre. A professora pediu que os estudantes comparassem duas condições: estar inteira e ter espaço para escrever. Uma dobra não eliminava essas condições. Uma folha inteira, mas sem verso livre, também não atendia ao uso planejado. O grupo refez os rótulos. Na caixa de rascunhos escreveu «Folhas inteiras com um lado livre». Na outra, deixou «Papéis que não servem para estes rascunhos». Essa frase não dizia que os materiais seriam inúteis em qualquer atividade. Um estudante sugeriu usá-los depois em uma colagem, mas a turma ainda não tinha escolhido a próxima oficina. No relatório, o grupo explicou o erro inicial, o critério novo e a finalidade das caixas. Não registrou quanto papel havia economizado, pois não fizera uma comparação de consumo. O resultado observado era mais modesto: ficou mais fácil decidir quais folhas serviam ao rascunho. O título do relatório foi «Separar para um uso definido». A organização dependia do que se queria fazer, não apenas da aparência do papel.