Os textos e os números deste caso são fictícios. Para noticiar uma feira de troca de livros, a equipe de um jornal escolar recebe uma planilha da organização. Ela informa que quarenta pessoas se inscreveram, trinta compareceram e dezoito levaram livros para trocar. As dezoito estão incluídas nas trinta presentes; não formam um grupo adicional. A planilha conta pessoas, não livros. Um portal do bairro publica «Feira reúne quarenta leitores». O texto cita a lista de inscrições, mas não distingue inscrição e presença. Uma voluntária diz ao jornal escolar que viu a sala cheia. Sua impressão descreve o ambiente, porém ela não fez um recenseamento dos participantes. A equipe não usa essa fala para escolher entre trinta e quarenta. Em busca de confirmação, Pedro consulta a pessoa responsável pela entrada. Ela explica que a lista de presença foi marcada no dia e que dez inscritos não compareceram. O jornal pode atribuir esse esclarecimento e verificar que a diferença combina com a planilha. Ainda não sabe quantos livros foram efetivamente trocados: esse dado estava sendo conferido em outro registro. A nota final distingue as três quantidades e informa o limite sobre os livros. Não soma dezoito a trinta, pois as pessoas com livros já estão contadas entre as presentes. Também não transforma a sala cheia em uma medida de público. O título passa a ser «Feira recebe trinta participantes». Ao revisar, a equipe percebe que o erro inicial não vinha de uma conta difícil. Vinha da troca do assunto contado: inscritos haviam sido apresentados como presentes. Antes de comparar fontes, foi preciso saber o que cada número e cada fala realmente descreviam.