Em um estudo escolar fictício, estudantes comparam duas maneiras de localizar informações em textos. Usam dois textos diferentes, de extensão parecida. Um trata de uma exposição de brinquedos; o outro explica o funcionamento de uma biblioteca. Metade dos participantes começa pelo texto da exposição, com subtítulos. A outra metade começa pelo texto da biblioteca, sem subtítulos. Depois, os grupos trocam de texto, mantendo essas versões. Para cada leitura, a equipe pede que os estudantes encontrem três informações explícitas. Registra o tempo de busca e confere as respostas. As anotações mostram que, nessa atividade, a busca no texto com subtítulos foi mais rápida para a maior parte dos participantes. Não foram feitas perguntas de interpretação do texto inteiro. Ao preparar um resumo, Davi escreve: «Subtítulos fazem qualquer texto ser compreendido melhor». A colega Renata aponta dois limites. O registro mede localização de informações, não compreensão completa. Além disso, os textos tratam de assuntos diferentes, o que também pode influenciar o tempo. Trocar a ordem de leitura reduz um problema de sequência, mas não iguala o conteúdo das versões. A equipe revisa o resumo: informa o procedimento, o resultado observado e os limites. Sugere uma nova comparação com versões do mesmo texto, uma com subtítulos e outra sem eles, distribuídas entre grupos. Ainda precisará cuidar de diferenças entre participantes e definir quais perguntas fará. A sugestão não é apresentada como pesquisa já concluída. No mural, o título é «Subtítulos e busca de informações: uma primeira comparação». O fechamento explica que uma investigação curta pode gerar uma pergunta melhor. O resultado precisa ser lido junto com a maneira como foi obtido.