Relato de um projeto escolar — situação fictícia. A turma preparou placas para indicar o caminho da entrada do centro cultural até a sala de oficinas. No rascunho, uma seta apontava para o corredor e outra, perto da escada, para a sala. Para testar o conjunto, os estudantes chamaram uma pessoa que conhecia o prédio e outra que o visitava pela primeira vez. As placas ainda eram provisórias. A visitante conhecida chegou sem pedir ajuda. Na conversa depois do percurso, contou que mal havia olhado a placa perto da escada: lembrava o caminho de uma oficina anterior. O visitante novo viu a primeira seta, seguiu pelo corredor e parou diante da escada. A segunda placa estava depois da curva, fora de seu campo de visão naquele ponto. Quando um estudante apareceu, ele perguntou se deveria subir. A turma tinha escrito a orientação de teste assim: “Siga as setas até a sala; se não encontrar uma indicação, pergunte a alguém da equipe”. Essa regra mantinha o visitante acompanhado, mas também misturava dois resultados: chegar pelas placas e chegar com ajuda. O primeiro relatório anotou apenas que os dois visitantes alcançaram a sala. Ao reler as notas da conversa, o grupo acrescentou como cada chegada tinha ocorrido. Na revisão, a equipe colocou uma indicação antes da curva. Também trocou “sala adiante” por uma orientação que nomeava o corredor e a porta. Para o novo teste, decidiu registrar onde cada pessoa via uma placa e em que ponto solicitava ajuda. O apoio da equipe permaneceu disponível; passou a ser anotado, em vez de desaparecer dentro da expressão “chegou ao destino”. Na visita seguinte, uma pessoa nova avançou até a porta, mas disse que o texto da placa estava difícil de ler dali. O grupo aproximou a placa e preparou outra rodada de observação. As anotações não autorizavam anunciar que o sistema estava pronto para qualquer visitante. Indicavam uma melhora no percurso testado e um problema de leitura ainda a verificar. Nenhuma avaliação de acessibilidade completa foi realizada nesse projeto.