Debate do grêmio — situação fictícia. A escola pretende consultar os estudantes sobre atividades culturais no contraturno. Uma enquete digital ficou disponível durante dois dias e recebeu respostas principalmente das turmas que a abriram em aula. Na reunião, a coordenadora apresentou o resultado como um ponto de partida. Pediu que o grupo discutisse como ampliar a consulta antes de escolher as atividades. Rafaela: “Defendo usar a enquete para montar uma primeira lista. Temos respostas organizadas e podemos explicar de onde vieram. Se esperarmos uma consulta sem lacunas, adiaremos também o planejamento. Minha proposta é reservar a decisão final para depois de ouvir outras turmas; começar uma lista não precisa significar fechar a escolha”. Davi: “Eu prefiro abrir a consulta presencial antes de montar a lista. Quando já mostramos algumas atividades, quem responde pode escolher entre elas sem sugerir algo diferente. As turmas que abriram a enquete em aula tiveram uma oportunidade que outras não tiveram. Não considero as respostas inúteis; questiono o momento em que elas devem orientar as opções apresentadas”. Rafaela: “Podemos exibir a lista como provisória e reservar um campo para novas ideias. Também podemos reunir as respostas anteriores e as novas sem apagar sua origem. Reconheço que um campo vazio talvez não seja suficiente para estimular propostas, mas ele permitiria acrescentá-las”. Davi: “Concordo em preservar os registros. Ainda quero saber se a apresentação de exemplos concentra a conversa neles. Podemos comparar uma conversa com lista e outra iniciada por perguntas abertas”. Uma terceira participante sugeriu escolher de imediato a atividade mais votada na enquete. A coordenação pediu que a sugestão fosse confrontada com a origem das respostas e com o objetivo de ampliar a consulta. O grupo registrou que a enquete não havia alcançado as turmas da mesma maneira. Não votou uma programação final naquela reunião. Parecer de duas relatoras: Rafaela e Davi reconhecem valor nas respostas já recebidas e defendem ouvir mais estudantes. Divergem sobre quando apresentar uma lista e sobre o possível efeito dela nas novas respostas. Sugerimos conservar a enquete como fonte identificada e testar os dois modos de conversa em condições comparáveis. Essa comparação não substituiria a consulta às turmas ausentes, nem permitiria atribuir uma preferência cultural ao conjunto da escola antes de ouvi-lo.