O Duarte saiu com a mãe para levar um tabuleiro à avó. A casa ficava depois da ribeira e havia dois caminhos: uma ponte de pedra, perto do moinho, e uma passagem de tábuas junto à horta. A mãe escolheu a ponte, embora esse percurso fosse mais comprido. Duarte pensou que ela queria passar pela loja do moinho. Na loja, a mãe cumprimentou a dona, mas não entrou. Seguiram pela ponte e viram a água a tocar a parte de baixo das tábuas da outra passagem. Uma ponta dessas tábuas estava fora do apoio. Duarte segurou melhor o tabuleiro e ficou calado durante o resto do caminho. A avó recebeu-os no portão e perguntou pela viagem. A mãe contou que a chuva da noite aumentou a água e que preferiu aquele caminho. A avó mostrou uma fotografia da passagem junto à horta no verão: o leito da ribeira aparecia quase seco. Duarte lembrou-se de ter atravessado ali com o avô nessa época. Na volta, Duarte apontou para o caminho do moinho antes de a mãe dizer alguma coisa. Levavam agora o tabuleiro vazio, mas as tábuas continuavam na mesma posição. Perto da ponte, encontrou um vizinho a caminho da horta e contou-lhe o que viu. O vizinho decidiu observar a passagem do seu lado da margem antes de se aproximar.