Um anúncio fictício propõe um caderno para organizar o estudo. Na primeira linha, lê-se: «Mais espaço para as tuas ideias.» A descrição informa que o caderno tem separadores e folhas pautadas. Uma fotografia mostra uma mesa sem outros objetos, com o caderno aberto numa página escrita. Joana gosta dos separadores porque costuma misturar apontamentos de matérias diferentes. Tiago prefere folhas soltas para poder mudar a ordem. Ambos identificam uma característica real do produto, mas relacionam-na com necessidades distintas. A mesma organização pode facilitar um uso e dificultar outro. O anúncio acrescenta o testemunho inventado de um estudante: «Passei a encontrar as notas mais depressa.» Não diz como o tempo foi medido nem se esse estudante reorganizou os seus hábitos ao mesmo tempo. A frase descreve a sua experiência; não permite isolar o efeito do caderno. Antes de decidir, Joana quer confirmar se os separadores deixam espaço suficiente para cada matéria. Tiago procura saber se as folhas se retiram sem rasgar. Os dois deixam de discutir qual caderno é melhor em geral e passam a perguntar qual corresponde ao uso que pretendem. A mesa vazia da fotografia pode valorizar visualmente o produto, mas não mostra o que acontecerá numa mochila cheia de materiais.