A biografia fictícia de Clara começa numa associação de bairro, onde ela ajudava a montar exposições. Os cartões das peças estavam apoiados em suportes que tombavam quando alguém tocava na mesa. Clara tentou prender os cartões com molas, mas algumas tapavam palavras. Guardou os suportes antigos para comparar as soluções. Numa oficina, construiu um apoio com uma base mais larga e uma fenda para o cartão. O primeiro modelo não tombava com o mesmo toque, mas obrigava a dobrar o papel. Clara alargou a fenda e voltou a experimentar. Anotou o que mudava em cada versão; não escreveu apenas se gostava do resultado. Quando apresentou o apoio à associação, mostrou fotografias das três versões e as notas dos ensaios. Uma fotografia mostrava o suporte em pé, mas não dizia quantas tentativas tinham sido feitas. As notas esclareciam esse percurso. Os responsáveis decidiram usar os novos apoios numa exposição pequena, onde poderiam observar o uso pelos visitantes. O autor da biografia descreve essa decisão como um teste em contexto. Não afirma que Clara tenha inventado um suporte adequado a qualquer exposição. As mesas e os cartões podiam variar, e uma solução para um problema concreto não eliminava a necessidade de outros ensaios. O interesse da história está na passagem de uma dificuldade observada a versões revistas, com registos que permitem compreender porque a solução mudou.