Um texto de opinião fictício propõe uma tarde de troca de jogos na escola. O autor, Martim, defende que levar um jogo e explicar as suas regras pode criar oportunidades de conversa entre turmas. No texto, apresenta esse efeito como uma possibilidade a experimentar, não como um resultado já observado. Um anúncio da atividade diz: «Traz o teu jogo e descobre novas equipas.» O verbo convida à participação e a frase sugere um benefício. O anúncio identifica data e lugar, mas não apresenta registos de encontros anteriores. Serve para mobilizar leitores, não para relatar uma experiência concluída. Inês apoia a tarde de jogos, mas pede condições: uma mesa para quem chega sem jogo e regras que permitam entrar numa equipa depois do início. Receia que algumas pessoas fiquem apenas a observar. Martim inclui essa objeção na proposta e sugere registar como os participantes entram nas equipas durante a primeira sessão. A proposta revista conserva o objetivo de aproximar turmas e acrescenta um modo de verificar se as condições ajudam. Um comentário no mural afirma que o anúncio demonstra o sucesso da atividade. A turma contesta essa leitura: o convite mostra a intenção dos organizadores, enquanto a participação efetiva precisará de ser observada. Defender a iniciativa não obriga a confundir desejo, previsão e resultado.