Num debate fictício, duas propostas procuram melhorar o acesso à sala de estudo. A primeira sugere abrir logo depois das aulas, para os alunos que aguardam o transporte. A segunda prefere uma abertura antes das aulas, para quem chega cedo. As propostas partilham o objetivo, mas dirigem-se a situações diferentes. Rafaela recolheu respostas de alunos que esperavam pelo autocarro à tarde. Muitos disseram que usariam a sala nesse período. Henrique falou com alunos que já estavam na escola de manhã e ouviu interesse na abertura antecipada. Nenhum dos dois grupos representava os colegas ausentes do lugar onde as perguntas tinham sido feitas. As respostas exprimiam intenção, não frequência de uso observada. A direção podia assegurar apenas um horário experimental por semana. Henrique propôs escolher a manhã porque as suas respostas tinham sido recolhidas mais recentemente. Rafaela observou que a data de recolha, por si, não resolvia a diferença entre os grupos consultados. Sugeriu perguntar também pelas dificuldades de quem não se encontrava nesses lugares. O debate terminou com uma proposta de consulta mais ampla e de teste durante um período definido. A decisão deveria considerar o acesso, a disponibilidade de acompanhamento e o uso efetivo, sem somar intenções de pessoas potencialmente consultadas nos dois grupos como se fossem utilizadores distintos. Os números podiam ajudar, desde que se soubesse quem tinha sido ouvido, o que fora perguntado e o que continuava por observar.