Este protocolo fictício orienta uma exposição de documentos do arquivo escolar. Primeiro, regista o título, a data indicada e a entidade responsável por cada documento. Se a data não estiver visível, escreve «data não identificada». Não a deduzas apenas pelo aspeto do papel. Mantém a diferença entre um dado lido e uma hipótese de quem prepara a exposição. Depois, decide se mostras uma reprodução completa ou um excerto. Na legenda, indica essa escolha. Um excerto que conserva o fim de uma página não se torna completo por incluir a última frase. Se o início faltar, o leitor precisa de saber que não está a ver a totalidade do documento. Ao resumir, conserva a finalidade original. Uma carta que pede a reparação de uma janela não prova que a reparação tenha ocorrido. Para afirmar a realização, seria necessário outro registo ou informação que a confirme. O resumo deve distinguir pedido e resposta, mesmo quando a carta foi escrita por uma pessoa responsável pela escola. Antes de expor, pede a outra pessoa que compare cada legenda com o documento mostrado. Ela deve verificar atribuição, data e extensão, e procurar conclusões que excedam o texto. Se encontrar uma diferença, revê a legenda e repete a comparação. A concordância entre duas legendas copiadas uma da outra não substitui o confronto com o documento: ambas podem conservar a mesma omissão.