A biblioteca do bairro abriu em quatro sábados como experiência. O relatório contou mais entradas do que nas quatro sextas-feiras anteriores. A associação de moradores pediu a manutenção do horário, alegando que a experiência mostrava interesse pelo serviço. Na reunião, Diogo concordou com o pedido, mas reparou que o relatório não dizia quantas pessoas diferentes tinham entrado. A bibliotecária explicou que alguns leitores regressaram no mesmo dia e que dois sábados incluíram oficinas. Para ela, o número de entradas era útil para conhecer o movimento do espaço, mas não equivalia ao número de utilizadores. A representante da associação respondeu que as oficinas também faziam parte do serviço: excluí-las apagaria um motivo real para ir à biblioteca. Diogo propôs separar as perguntas. Uma era saber se o espaço tinha sido utilizado; outra, decidir qual o horário mais acessível para quem não o podia frequentar durante a semana. O primeiro registo ajudava a responder à primeira pergunta. Para a segunda, sugeriu recolher razões de visita e ouvir também moradores que não tinham ido. A ausência deles podia significar falta de interesse, dificuldade de acesso ou desconhecimento do horário. O comentário que escreveu para o boletim defendia a continuidade de um período experimental, com registos mais completos. Reconhecia que a equipa precisava de descanso e que o custo do novo horário tinha de ser considerado. Por isso, não tratava mais entradas como uma ordem automática para abrir em todos os sábados. No fim da reunião, a associação aceitou manter as oficinas no registo e identificar os dias em que ocorriam. A bibliotecária acrescentou uma pergunta sobre disponibilidade. Diogo manteve a proposta de experimentar, mas retirou da primeira versão a expressão «resultado definitivo». Para ele, apoiar uma medida não exigia exagerar a prova que a sustentava.