O mapa sem seta
1-serie-em-es-diurno · narrativo
Minha avó conhecia o caminho até a casa de cultura por nomes que não apareciam no mapa do celular. Dizia para virar depois da venda de Seu Joel, atravessar onde antes havia uma árvore grande e seguir até o muro que recebia sol de manhã. Eu digitava o endereço e via uma seta limpa. Ela ouvia minha explicação e perguntava onde ficava a venda.
Quando a escola pediu um registro de trajetos do bairro, pensei em entregar uma captura da tela. A professora pediu que também explicássemos para quem aquele mapa seria útil e que informações poderiam faltar. Decidi caminhar com minha avó, anotando as referências. A venda tinha virado farmácia; a árvore fora retirada, mas a calçada conservava um desenho circular. O muro continuava recebendo sol, embora no horário em que passamos estivesse na sombra.
Na porta da casa de cultura, encontramos uma família procurando a entrada acessível. A seta do meu mapa levava à escada principal. Um funcionário mostrou o portão lateral e disse que sua abertura dependia do horário das oficinas. Minha avó guardou a indicação como guardava a antiga árvore: não pelo nome oficial, mas pelo que permitia fazer naquele lugar.
Meu trabalho ficou com dois percursos descritos. Um apresentava ruas e número do prédio; o outro reunia referências do caminho, entrada lateral e necessidade de conferir seu horário. Não escrevi que um mapa era correto e o outro, errado. A captura ajudava a chegar ao endereço; as observações ajudavam a formular perguntas que ela não respondia.
Na apresentação, um colega disse que minha avó confundia o bairro antigo com o atual. Mostrei a farmácia e o círculo na calçada. Ela não desconhecia a mudança: usava vestígios para orientar a memória e o trajeto. Depois corrigi uma frase minha que dizia entrada aberta pela manhã. Eu só a tinha visto aberta naquele dia. O mapa recebeu uma pergunta no lugar de uma seta: em que horário esse portão estará disponível?
- trajeto
- Caminho percorrido entre lugares.
- referência
- Elemento usado para localizar ou reconhecer algo.
Escolhe uma opção.
Como os vestígios limitam a afirmação do colega sobre a avó?
- Ela reconhece mudanças e se orienta por vestígios.
- Indicam que o bairro não mudou desde a infância da narradora.
- Comprovam que a farmácia ainda pertence a Seu Joel.
Escolhe uma opção.
Por que a seta não resolve a necessidade da família?
- Ela leva ao endereço, mas não informa a entrada e sua disponibilidade.
- Ela informa um destino cujo horário de atendimento a família já conhecia.
- Ela indica outro prédio fora do bairro.
Escolhe uma opção.
Qual relação o quarto parágrafo estabelece entre os percursos?
- Atendem a necessidades diferentes e complementares.
- Eles disputam qual descrição representa a verdade completa do bairro.
- Eles mostram que ruas e números deixaram de ter utilidade.
Indica se a afirmação é verdadeira ou falsa.
Julgue a afirmação à luz do texto: A disponibilidade observada em um dia não basta para fixar o horário regular do portão.
Escolhe uma opção.
Qual composição conserva a função da captura e corrige a afirmação sobre o portão lateral?
- Localizar o endereço com a captura e descrever o acesso lateral observado, indicando a necessidade de confirmar seus horários.
- Usar a captura para localizar o prédio e manter abertura pela manhã porque a entrada estava aberta na visita.
- Substituir ruas e número pelas referências antigas e confirmar abertura matinal pela precisão do destino.
Escolhe uma opção.
Qual objetivo da tarefa orienta a ampliação do primeiro plano?
- Defender as referências da avó como substitutas das ruas e dos números.
- Confirmar o horário de entrada a partir da precisão do endereço apresentado na captura.
- Examinar destinatários e lacunas do mapa, além de registrar o endereço.
