10.º anoPercurso edumaterial
O que vais aprender
- Interpretar limites divergentes, convergentes e transformantes com evidências de mobilismo.
Compreender
Uma placa litosférica é uma porção rígida que se desloca sobre materiais do manto capazes de deformação em escalas geológicas. Na dorsal entre A e B, o afastamento abre espaço para a ascensão de material quente e formação de nova litosfera oceânica. O movimento não cria matéria do nada: material do manto participa na formação da crosta. O alinhamento de sismos superficiais e o relevo submarino são pistas a testar em conjunto.
No encontro de B com C, a placa oceânica mais densa pode descer em subducção; uma fossa e atividade sísmica a diferentes profundidades são evidências compatíveis. Não se deve inferir que toda a colisão seja subducção oceânica: duas massas continentais têm resposta distinta. Num limite transformante, as placas deslizam lateralmente. O deslocamento de marcas e a sismicidade podem revelar o movimento, mas ali não é necessária formação nem destruição líquida de litosfera. A palavra «conservativo» refere-se a esse balanço, não à ausência de risco.
Para classificar o limite, combina direção relativa dos movimentos, profundidade dos sismos e estruturas observadas. Um vulcão isolado não localiza necessariamente um limite; podem existir pontos quentes. O mapa do caso simplifica uma Terra tridimensional e não permite calcular velocidades sem datas e distâncias medidas. A conclusão responsável indica qual pista apoia cada hipótese e qual medição ainda falta.
Exemplo resolvido
Num mapa novo, P desliza lateralmente em relação a Q. Marcas coincidentes deslocaram-se 18 mm em três anos medidos pelo mesmo método. Noutro limite, a placa R mergulha sob S e há focos sísmicos cada vez mais profundos. Classifica os limites e calcula só a taxa observada de P–Q.
- O movimento lateral P–Q caracteriza um limite transformante; o enunciado não diz que nele se cria crosta nova.
- Divido o deslocamento pelo intervalo correspondente: 18 mm ÷ 3 anos = 6 mm/ano, média observada nesse período, não velocidade eterna.
- A descida de R sob S e a geometria de focos profundos são compatíveis com subducção num limite convergente; os focos, isolados da sua distribuição espacial, não bastariam.
P–Q é transformante, com deslocamento médio observado de 6 mm/ano; R–S é convergente com subducção no mapa descrito.
Atenção ao erro
Um limite transformante não produz sismos porque conserva litosfera.

Verifica agora
Que limite está indicado pelo afastamento de A e B?
Ver solução explicada
Resposta: Um limite divergente, compatível com uma dorsal e formação de nova litosfera oceânica.
Relaciona direção do movimento e estrutura.
Por que sismos a profundidades variadas apoiam a hipótese de subducção B–C?
Ver solução explicada
Resposta: Podem alinhar-se com uma placa que desce; é preciso cotejar a geometria dos focos com a fossa.
Usa a profundidade como evidência, não como prova isolada.
O deslizamento lateral cria uma dorsal?
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Resposta: Não. O limite transformante desloca lateralmente as placas e não exige formação de litosfera nova.
Distingue transformação lateral de divergência.
No mapa A–B–C da explicação: Que dado permitiria estimar a velocidade entre duas placas?
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Resposta: Distância de deslocamento e intervalo temporal correspondente, por exemplo a partir de medições geodésicas repetidas.
Pede grandezas mensuráveis e unidades coerentes.
Alinhamento curricular e fontes
- Geologia e métodos — 10.º ano, página 5. Objetivo oficial parafraseado: Interpretar limites divergentes, convergentes e transformantes com evidências de mobilismo.. O exemplo, a sequência e os exercícios são editoriais. · Aprendizagens Essenciais · biologia-geologia · 10-ano

