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Ouvir, propor e combinar

2.º anoPercurso edumaterial

O que vais aprender

  • Escolher passos de conversa num conflito fictício sobre o uso de um jogo coletivo, sem atribuir culpa sem ouvir as partes.

Compreender

Um desacordo acontece quando duas pessoas querem coisas que parecem incompatíveis naquele momento. Inês e Omar querem o mesmo jogo, mas só há um. Antes de decidir, cada um pode explicar o que pretende e ouvir o outro sem interromper. A conversa ajuda a conhecer as necessidades reais: talvez um queira terminar uma partida e o outro começar já. Não sabemos quem chegou primeiro, por isso não podemos atribuir esse direito sem perguntar.

Negociar significa procurar uma solução que considere as duas pessoas. Podem propor turnos com duração combinada ou jogar juntos se ambos aceitarem e as regras permitirem. Compromisso é aceitar um acordo praticável, não impor uma ordem pela força. Se não conseguirem resolver, podem pedir mediação a um adulto responsável. A decisão deve respeitar regras comuns do recreio que o cenário não especifica; por isso não inventamos uma regra de propriedade do jogo.

Uma resposta pacífica inclui falar com respeito, ouvir e confirmar o que foi acordado. Tirar o jogo da mão de alguém ou insultar não resolve o problema; aumenta a tensão. Também não basta dizer «partilhem» sem explicar como. O exemplo de turnos pode ser revisto se não funcionar. Resolver um desacordo não obriga a esconder sentimentos: cada pessoa pode dizer que ficou frustrada, desde que respeite a outra. A prática serve para pensar em soluções e limites, não para julgar colegas reais.

Exemplo resolvido

No recreio, Bia e Joel querem usar a única lupa disponível. Bia precisa de a usar primeiro para observar uma folha; Joel também quer observar uma pedra. Como podem combinar?

  1. Cada criança explica o que pretende e escuta a outra antes de decidir.
  2. Como há apenas uma lupa, proponho turnos claros: Bia observa a folha e depois entrega-a a Joel.
  3. A ordem pode ser acordada de outro modo se ambos aceitarem; se não conseguirem, pedem mediação a um adulto.

Podem combinar turnos para a única lupa e pedir ajuda se não chegarem a acordo.

Atenção ao erro

Atribuir culpa ou prioridade sem ouvir as pessoas.

Inês e Omar conversam sobre a vez de usar um único jogo de tabuleiro, com uma professora por perto.
Escolher passos de conversa num conflito fictício sobre o uso de um jogo coletivo, sem atribuir culpa sem ouvir as partes.

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  1. Ver a ilustração

    Retoma o texto base da explicação: Que problema partilham Inês e Omar?

    Ver solução explicada

    Resposta: Querem usar o mesmo jogo e só existe um exemplar.

    Descreve o conflito sem inventar culpa.

  2. Ver a ilustração

    Retoma o texto base da explicação: Indica uma solução pacífica possível.

    Ver solução explicada

    Resposta: Combinarem turnos ou jogarem juntos se ambos concordarem.

    Propõe um acordo praticável.

  3. Ver a ilustração

    Retoma o texto base da explicação: O cenário diz quem chegou primeiro?

    Ver solução explicada

    Resposta: Não.

    Não atribui uma regra que não foi dada.

  4. Ver a ilustração

    Retoma o texto base da explicação: Tirar o jogo da mão do outro é negociar?

    Ver solução explicada

    Resposta: Não. É melhor falar e ouvir; se necessário, pedir ajuda a um adulto.

    Distingue diálogo de imposição.

Alinhamento curricular e fontes

  • Sociedade, diálogo e compromisso em conflitos, página 5. Objetivo oficial parafraseado: Reconhecer o diálogo, a negociação e o compromisso como meios de resolver pacificamente desacordos.. O exemplo, a sequência e os exercícios são editoriais. · Aprendizagens Essenciais · estudo-do-meio · 2-ano