12.º anoPercurso edumaterial
O que vais aprender
- Usar conceitos de «Sentido comum e sentido filosófico» num caso e justificar a conclusão.
Compreender
Uma palavra familiar pode tornar-se um problema filosófico quando perguntamos que condições justificam o seu uso. Liberdade, por exemplo, pode significar ausência de impedimento, capacidade de escolher ou autonomia racional. As definições não são equivalentes e precisam de argumentos.
No diálogo criado, fazer o que apetece é uma formulação inicial. Perguntamos se a ação continua livre quando impede os direitos de outra pessoa. O contraexemplo obriga a precisar se liberdade inclui limites recíprocos e que razões poderiam sustentá-los. Na discussão sobre liberdade, uma aluna diz sou livre quando faço o que quero. Um colega responde com o caso de escolher ocupar um espaço que impede outra pessoa de circular. O exemplo não refuta automaticamente toda definição baseada em desejo, mas obriga a perguntar que limites contam como injustos e porquê. Distinga descrição psicológica do querer de critério normativo para uma ação livre. Uma resposta filosófica deve formular conceito, testar contraexemplo e justificar ajuste ou defesa da definição inicial. Usar palavras abstratas sem esse exame não aumenta a clareza do problema.
Não há ganho em substituir uma frase corrente por palavras difíceis sem mudar a pergunta. Uma análise filosófica explicita o conceito, distingue casos e avalia razões. O diálogo didático mostra como começar a investigação; não resolve todas as teorias da liberdade.
Exemplo resolvido
A frase corrente «progresso é ter mais opções» parece clara. Como transformá-la numa questão filosófica sem pressupor que toda a opção adicional aumenta a liberdade?
- Identifico o uso corrente de progresso como simples aumento do número de opções.
- Proponho um contraexemplo: acrescentar opções inacessíveis a quem não tem recursos pode não aumentar a sua liberdade efetiva.
- Distingo contagem de opções e possibilidade real de escolher, e pergunto que critério justificaria chamar a mudança de progresso.
A palavra familiar torna-se conceito em discussão quando definimos o critério e o testamos com um contraexemplo.
Atenção ao erro
A definição corrente resolve todas as dificuldades

Verifica agora
Que contraexemplo põe em causa fazer o que quero como definição suficiente de liberdade?
Ver solução explicada
Resposta: Querer ocupar espaço que impede outra pessoa de circular.
Identifica com precisão: Querer ocupar espaço que impede outra pessoa de circular.
Que distinção permite avançar além da descrição do desejo?
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Resposta: Separar o facto psicológico de querer do critério normativo para ação livre.
Justifica usando o caso: Separar o facto psicológico de querer do critério normativo para ação livre.
Corrige esta leitura do caso: «A definição corrente resolve todas as dificuldades». Que relação foi confundida?
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Resposta: A leitura é injustificada. Uma noção filosófica transforma palavra familiar em questão argumentável. É preciso explicitar a pergunta antes de comparar teorias.
Refuta a afirmação com uma razão ligada ao caso e apresenta alternativa correta.
Que cautela é necessária ao estudar outro caso de «Sentido comum e sentido filosófico»?
Ver solução explicada
Resposta: É preciso explicitar a pergunta antes de comparar teorias.
Indica limite pertinente à evidência, sem prometer generalização indevida.
Alinhamento curricular e fontes
- Distinguir uso corrente e problema filosófico de uma noção, página 4. Objetivo oficial parafraseado: Distinguir uso corrente e problema filosófico de uma noção. O exemplo, a sequência e os exercícios são editoriais. · Aprendizagens Essenciais · filosofia-a · 12-ano

