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Uma conclusão pode seguir das premissas sem ser verdadeira

10.º anoPercurso edumaterial

O que vais aprender

  • Separar a forma válida de um argumento da verdade factual das suas premissas.

Compreender

Argumento de treino: «Se todas as árvores fossem azuis, o carvalho seria azul; todas as árvores são azuis; logo, o carvalho é azul». A premissa universal é falsa. Uma tese é a ideia defendida; as premissas são razões apresentadas em seu apoio e a conclusão é o que se pretende inferir. A validade diz respeito à forma do raciocínio: se as premissas fossem verdadeiras, seria impossível a conclusão ser falsa? No exemplo, a conclusão segue da condição e da afirmação de que todas as árvores são azuis. Esta relação formal pode ser examinada sem aceitar a cor atribuída às árvores.

A verdade é uma propriedade das afirmações acerca do mundo, não da forma do argumento. A premissa «todas as árvores são azuis» é falsa. Por isso, embora a inferência condicional tenha forma válida, o argumento não é sólido: a solidez exige validade e premissas verdadeiras. Confundir «válido» com «verdadeiro» impede avaliar criticamente argumentos persuasivos apoiados em informação errada.

Para analisar um caso novo, sublinhamos a conclusão, enumeramos as premissas e perguntamos primeiro se a conclusão decorre delas. Só depois verificamos a verdade de cada premissa com fontes adequadas. Uma conclusão verdadeira pode até aparecer num argumento inválido, por coincidência; isso não torna boas as razões. O exercício usa uma hipótese deliberadamente falsa para isolar a diferença lógica, sem afirmar que árvores azuis existem.

Exemplo resolvido

Considere: «Se todos os lagos fossem doces, o lago Azul seria doce; todos os lagos são doces; logo, o lago Azul é doce». O argumento é válido mesmo se a segunda premissa for falsa?

  1. Na forma lógica, uma regra universal aplica-se ao caso particular indicado.
  2. Se as premissas fossem verdadeiras, a conclusão não poderia ser falsa nesta estrutura.
  3. A falsidade factual de uma premissa impede chamar ao argumento sólido, mas não destrói a validade formal.

O argumento é formalmente válido e pode não ser sólido.

Atenção ao erro

Erro a evitar: Não verificar as condições do caso. Correção: Forma válida: se P implica Q e P, então Q; premissa P falsa no exemplo; argumento não sólido.

Forma condicional P implica Q, premissa P e conclusão Q; uma premissa fictícia sobre árvores azuis é falsa no mundo real, pelo que o argumento não é sólido.
Distingue validade da inferência da verdade factual de uma premissa; o exemplo das árvores não é apresentado como facto.

Verifica agora

  1. Ver a ilustração

    Na secção «Compreender», qual é a conclusão do argumento?

    Ver solução explicada

    Resposta: O carvalho seria azul.

    Identifica a tese final.

  2. Ver a ilustração

    Na secção «Compreender», a premissa «todas as árvores são azuis» é verdadeira?

    Ver solução explicada

    Resposta: Não.

    Verifica a afirmação factual.

  3. Ver a ilustração

    Na secção «Compreender», a falsidade da premissa torna automaticamente inválida a forma da inferência?

    Ver solução explicada

    Resposta: Não.

    Separa validade de verdade.

  4. Ver a ilustração

    Este argumento é sólido? Justifica.

    Ver solução explicada

    Resposta: Não, porque uma premissa é falsa, embora a forma condicional seja válida.

    Aplica as duas condições de solidez.

Alinhamento curricular e fontes

  • Distinguir tese, argumento, validade, verdade e solidez ao avaliar raciocínios., página 6. Objetivo oficial parafraseado: Distinguir tese, argumento, validade, verdade e solidez ao avaliar raciocínios.. O exemplo, a sequência e os exercícios são editoriais. · Aprendizagens Essenciais · filosofia-pt · 10-ano