11.º anoPercurso edumaterial
O que vais aprender
- Procurar um teste que poderia contrariar uma hipótese universal, sem confundir resistência ao teste com prova final.
Compreender
Uma turma propõe a hipótese «todos os cisnes deste lago são brancos» e planeia como procuraria um possível contraexemplo. Uma hipótese universal não pode ser demonstrada pela observação de alguns casos favoráveis: dez cisnes brancos continuam a deixar em aberto outros cisnes. Para Popper, uma proposta é empiricamente falsificável quando conseguimos indicar, antes de observar, que resultado a contrariaria. Aqui, encontrar um cisne não branco no lago, identificado corretamente e dentro do período definido, seria incompatível com a afirmação. O critério descreve uma possibilidade de teste, não a certeza de que esse resultado ocorrerá.
O investigador precisa de definir o domínio da hipótese e controlar erros de observação. Se uma ave escura for de outra espécie ou estiver fora do lago, não é automaticamente um contraexemplo. Uma teoria que se reajusta depois de cada resultado apenas para escapar a qualquer crítica perde poder de teste. Por outro lado, rever uma hipótese por razões independentes pode ser trabalho científico legítimo. A análise exige examinar o que foi previsto, como se mediu e se a modificação traz novos riscos empíricos.
Quando uma hipótese resiste a tentativas sérias de refutação, diz-se corroborada naquele contexto; não fica verificada para sempre. Popper opõe este método à ideia de que uma lista crescente de confirmações resolve por dedução o problema da indução. A turma não deve concluir que toda afirmação não falsificável é sem sentido: algumas são matemáticas, éticas ou metafísicas e pedem outro tipo de exame. O desenho de cisnes serve para pensar o teste, não é registo de uma população real.
Exemplo resolvido
Hipótese escolar: «todos os metais desta caixa são magnéticos». Que observação a colocaria em risco?
- A proposição universal faz uma previsão sobre cada metal da caixa.
- Procuro um metal da caixa que não seja atraído pelo íman sob teste adequado.
- Casos favoráveis repetidos não substituem a possibilidade de contraexemplo.
Um metal não magnético da caixa refutaria a hipótese formulada.
Atenção ao erro
Erro a evitar: Encontrar mais um cisne branco refuta a hipótese de que todos são brancos. Correção: Um cisne não branco corretamente identificado contrariaria a hipótese universal; muitos brancos não a provam definitivamente.

Verifica agora
Na secção «Compreender», que observação poderia refutar a hipótese?
Ver solução explicada
Resposta: Um cisne do lago que não seja branco, corretamente identificado.
Define contraexemplo pertinente.
Na secção «Compreender», dez casos favoráveis provam a hipótese universal?
Ver solução explicada
Resposta: Não; podem existir casos ainda não observados.
Evita verificação definitiva.
Na secção «Compreender», que significa corroborar após testes?
Ver solução explicada
Resposta: A hipótese resistiu aos testes feitos, sem garantia definitiva.
Distingue resistência e prova.
Toda afirmação não falsificável é sem sentido?
Ver solução explicada
Resposta: Não; pode pertencer a outro tipo de investigação.
Não confunde demarcação com significado.
Alinhamento curricular e fontes
- Filosofia da ciência: demarcação, falsificabilidade e conjeturas e refutações em Popper, página 7–8. Objetivo oficial parafraseado: Enunciar critérios de demarcação e analisar a falsificabilidade das hipóteses científicas.. O exemplo, a sequência e os exercícios são editoriais. · Aprendizagens Essenciais · filosofia-pt · 11-ano

