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Duvidar obriga a procurar justificação

11.º anoPercurso edumaterial

O que vais aprender

  • Distinguir uma crença, a sua justificação e uma dúvida cética sem tratar opinião como demonstração.

Compreender

Uma aluna vê uma forma alongada à distância e diz que é uma pessoa; ao aproximar-se, descobre um poste com casaco pendurado. O desafio cético pergunta se podemos saber com segurança aquilo que julgamos conhecer. No cenário, a primeira perceção parecia indicar uma pessoa, mas revelou-se enganadora. O erro mostra que uma aparência isolada pode ser insuficiente para justificar uma crença. Não prova que toda a perceção seja falsa: ao aproximar-se, a aluna recolheu informação adicional e reviu a hipótese inicial.

Uma crença é o que alguém aceita como verdadeiro; uma justificação é a razão que apresenta para a aceitar. Dizer «parecia uma pessoa» descreve a origem da primeira crença, mas não a confirma. Observação mais próxima, outras perspetivas e comparação de detalhes tornam a avaliação melhor. O cético pode ainda perguntar se essas verificações bastam para eliminar toda a possibilidade de erro; essa é uma questão filosófica distinta da identificação prática do objeto.

Na aula, é útil formular claramente o alcance da conclusão: sabemos que a aluna corrigiu uma perceção, não que encontrou um método infalível para todas as situações. Uma resposta racionalista ou empirista exigiria argumentos próprios sobre a origem e os limites do conhecimento. Este caso inicial prepara essa comparação e ensina a não passar do exemplo de um engano para a tese extrema de que nada pode ser conhecido.

Exemplo resolvido

Uma pessoa vê à distância um animal preto; ao aproximar-se, percebe que era um saco. Deve passar a duvidar de toda observação?

  1. O erro mostra que uma crença perceptiva específica tinha justificação insuficiente.
  2. A observação mais próxima fornece nova evidência e permite corrigir a crença.
  3. Do caso singular não decorre que todo conhecimento perceptivo seja impossível.

O exemplo motiva exame das razões, sem provar ceticismo universal.

Atenção ao erro

Erro a evitar: Não verificar as condições do caso. Correção: Crença inicial: pessoa; evidência inicial: aparência distante; revisão: observação próxima mostra poste com casaco.

À distância, uma forma parece uma pessoa; de perto vê-se um poste com um casaco, exigindo rever a crença inicial.
Contrasta crença fundada em aparência limitada com revisão apoiada por nova observação.

Verifica agora

  1. Ver a ilustração

    Na secção «Compreender», qual foi a primeira crença da aluna?

    Ver solução explicada

    Resposta: Que via uma pessoa.

    Identifica a proposição aceite inicialmente.

  2. Ver a ilustração

    Na secção «Compreender», que dado a fez mudar de ideia?

    Ver solução explicada

    Resposta: A observação mais próxima do poste com casaco.

    Indica a nova evidência.

  3. Ver a ilustração

    Na secção «Compreender», o engano prova que toda a perceção falha?

    Ver solução explicada

    Resposta: Não.

    Evita generalização cética indevida.

  4. Ver a ilustração

    Formula uma pergunta filosófica a partir do caso.

    Ver solução explicada

    Resposta: Quando é que uma perceção justifica conhecimento?

    Formula problema sobre justificação.

Alinhamento curricular e fontes

  • Formular o desafio cético e comparar respostas ao problema da possibilidade do conhecimento., página 6. Objetivo oficial parafraseado: Formular o desafio cético e comparar respostas ao problema da possibilidade do conhecimento.. O exemplo, a sequência e os exercícios são editoriais. · Aprendizagens Essenciais · filosofia-pt · 11-ano