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A altura muda ao longo do percurso

7.º anoPercurso edumaterial

O que vais aprender

  • Interpretar uma tabela de altitudes como perfil simplificado sem deduzir declive real sem distâncias horizontais.

Compreender

Um perfil topográfico mostra como varia a altitude ao longo de um trajeto. No exemplo, saímos de A a 80 m, subimos até B a 240 m, descemos a C a 100 m e continuamos até D a 60 m; depois há nova subida até E a 90 m. B é o ponto mais alto e D é o mais baixo dos cinco pontos registados. Uma tabela já permite ler esta sequência, mesmo sem desenhar a linha do perfil.

O curso de água está indicado em D, uma zona baixa relativamente aos pontos vizinhos C e E. Isso é compatível com um vale no corte considerado. Contudo, cinco medidas isoladas não mostram todos os pormenores do terreno nem a direção do escoamento do rio. Para estudar o território real, precisaríamos do mapa, de curvas de nível, de escala e de observações. Não transformamos esta situação inventada numa afirmação sobre um rio português específico.

Declive envolve variação vertical e distância horizontal. Entre A e B a altitude sobe 160 m, mas, sem saber a distância percorrida, não podemos calcular a inclinação do troço. Dois caminhos com a mesma subida podem ter declives muito diferentes se um for curto e o outro longo. Ao explicar o perfil, indicamos altitude com unidade, distinguimos subir de descer e assinalamos o que falta medir. Essa leitura fundamentada é mais útil do que chamar «montanha» a qualquer ponto alto isolado.

Exemplo resolvido

Noutro perfil fictício, os pontos P, Q e R surgem por esta ordem com 45 m, 175 m e 80 m de altitude. Quanto se sobe de P a Q e por que não se calcula o declive exato?

  1. Comparo altitudes, não comprimentos do desenho: Q está 175 − 45 = 130 m acima de P.
  2. De Q a R há descida de 95 m, mas a pergunta sobre declive exige relacionar variação vertical com distância horizontal.
  3. O perfil não fornece distâncias horizontais nem escala suficiente para as obter; não invento uma percentagem de inclinação.

P→Q sobe 130 m; o declive exato fica indeterminado sem distância horizontal.

Atenção ao erro

Chamar 160 m de declive quando é apenas diferença de altitude.

Perfil esquemático A–B–C–D–E: B é o ponto mais alto, D o mais baixo com um curso de água, e E fica acima de A.
Comparar altitudes relativas sem calcular declive a partir do desenho.

Verifica agora

  1. Ver a ilustração

    Retoma o caso da explicação: qual é o ponto de maior altitude?

    Ver solução explicada

    Resposta: B, com 240 m.

    Compara todos os valores.

  2. Ver a ilustração

    Retoma o caso da explicação: que ponto tem o curso de água assinalado?

    Ver solução explicada

    Resposta: D, a 60 m.

    Relaciona símbolo textual e altitude.

  3. Ver a ilustração

    Retoma o caso da explicação: qual é a diferença de altitude de A para B?

    Ver solução explicada

    Resposta: 160 m de subida, pois 240−80=160.

    Calcula e indica sentido.

  4. Ver a ilustração

    Retoma o caso da explicação: podes calcular o declive exato de A a B?

    Ver solução explicada

    Resposta: Não. Falta a distância horizontal entre A e B.

    Distingue desnível de declive.

Alinhamento curricular e fontes

  • Meio natural, relevo e rede hidrográfica, página 10. Objetivo oficial parafraseado: Relacionar formas de relevo e cursos de água pela leitura de um perfil topográfico.. O exemplo, a sequência e os exercícios são editoriais. · Aprendizagens Essenciais · geografia-pt · 7-ano