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Faixas simétricas registam inversões magnéticas

12.º anoPercurso edumaterial

O que vais aprender

  • Interpretar paleomagnetismo do fundo oceânico como evidência de expansão.

Compreender

A rocha basáltica que solidifica perto da dorsal pode conservar orientação magnética compatível com o campo terrestre dessa época. À medida que o fundo oceânico se afasta de ambos os lados, novas faixas registam diferentes polaridades ao longo das inversões do campo. A simetria aproximada em torno do eixo da dorsal apoia expansão oceânica. Não significa que as faixas se movem por magnetismo: são rochas transportadas com a placa.

Para estimar velocidade, mede-se distância ao eixo e relaciona-se com idade determinada por dados independentes. Diferenças entre lados podem resultar de taxas variáveis, falhas ou amostragem. Um desenho isolado não prova idade absoluta nem que todas as dorsais expandam à mesma taxa. A evidência ganha força quando combinada com idades das rochas, fluxo térmico e sismicidade.

Ao resolver um perfil, identifica primeiro o eixo, emparelha faixas de polaridade e só depois associa distância e idade. A taxa de um lado é distância ao eixo dividida pelo tempo de formação dessa faixa; a separação relativa de dois lados aproximadamente simétricos é o dobro. Converte km/Ma para cm/ano antes de comparar com outra fonte: 10 km/Ma correspondem a 1 cm/ano. Se a idade vier de uma faixa diferente da distância medida, o quociente perde significado. A incerteza da idade e do eixo também limita a precisão da taxa.

Exemplo resolvido

Num perfil oceânico hipotético, uma faixa magnetizada de idade 4 Ma encontra-se a 80 km do eixo da dorsal em cada lado. Calcula a taxa média de afastamento de um lado e a separação relativa dos dois lados, supondo simetria.

  1. A distância de um lado é 80 km em 4 Ma: 20 km/Ma, equivalentes a 2 cm/ano.
  2. A distância entre faixas correspondentes em lados opostos é 80+80=160 km no mesmo intervalo.
  3. A taxa relativa de separação dos lados é 160/4=40 km/Ma, ou 4 cm/ano. Isto é média do intervalo, não velocidade instantânea.

Afastamento de cada lado: 2 cm/ano; separação relativa: 4 cm/ano, se a simetria e as idades assumidas forem válidas.

Atenção ao erro

As faixas magnéticas são a força que arrasta a crosta para fora da dorsal.

Faixas magnéticas alternadas e simétricas de ambos os lados de dorsal oceânica.
Interpretar paleomagnetismo do fundo oceânico como evidência de expansão.

Verifica agora

  1. Ver a ilustração

    Retoma o texto base da explicação: Onde se forma a crosta mais jovem do perfil?

    Ver solução explicada

    Resposta: Perto do eixo da dorsal.

    Relaciona formação e distância ao eixo.

  2. Ver a ilustração

    Retoma o texto base da explicação: Por que aparecem faixas opostas dos dois lados?

    Ver solução explicada

    Resposta: A crosta forma-se no eixo e afasta-se, registando inversões sucessivas.

    Conecta magnetização e expansão.

  3. Ver a ilustração

    Retoma o texto base da explicação: O magnetismo empurra fisicamente as placas?

    Ver solução explicada

    Resposta: Não; regista a orientação do campo no arrefecimento.

    Distingue marcador de força motriz.

  4. Ver a ilustração

    Retoma o texto base da explicação: Que dado falta para calcular velocidade de expansão?

    Ver solução explicada

    Resposta: Idade e distância correspondente, com unidades coerentes.

    Pede medida temporal independente.

Alinhamento curricular e fontes

  • Tectónica de placas — 12.º ano, página 5. Objetivo oficial parafraseado: Interpretar paleomagnetismo do fundo oceânico como evidência de expansão.. O exemplo, a sequência e os exercícios são editoriais. · Aprendizagens Essenciais · geologia-pt · 12-ano