Saltar para o conteúdo
edumaterial.netMudar idioma

Voltar a História A

Iluminismo e divisão de poderes

11.º anoPercurso edumaterial

O que vais aprender

  • Usar conceitos de «Iluminismo e divisão de poderes» num caso e justificar a conclusão.

Compreender

Caso didático descrito em palavras: Um esquema didático separa criar leis, executá-las e julgar conflitos. Dado observável: As três funções são atribuídas a instituições distintas. Pensadores das Luzes questionaram a autoridade fundada apenas na tradição e discutiram razão, direitos e organização do poder. Dividir funções estatais procura impedir que quem faz uma lei seja, sem controlo, o único a aplicá-la e a julgar conflitos sobre ela.

No esquema, legislativo cria regras, executivo as põe em prática e órgãos judiciais decidem litígios. A sequência ajuda a ver onde surge fiscalização. Se uma instituição acumulasse as três funções sem limites, teria maior capacidade de impor decisões sem revisão independente. A separação didática entre legislar, executar e julgar serve para testar um caso: se o mesmo órgão cria uma regra e decide sem recurso se a cumpriu, que risco de arbitrariedade aparece? A distribuição formal de funções só funciona com mecanismos de controlo recíproco e independência suficiente. Ideias iluministas circularam em contextos diversos e não produziram um único modelo constitucional. Compare o esquema com um conflito concreto, como contestar uma multa, para localizar a função de cada poder. Não confunda crítica filosófica ao absolutismo com democracia universal já realizada.

Não basta escrever três nomes em caixas. É preciso examinar competências, independência e meios de controlo. Ideias iluministas também foram diversas e nem todas se realizaram de imediato. Ao relacioná-las com regimes atuais, distinguimos proposta filosófica, norma jurídica e prática política.

Exemplo resolvido

Numa cidade fictícia, quem propõe uma regra também a aplica e julga os recursos. Um texto crítico propõe três órgãos com funções distintas. Que risco institucional está em discussão?

  1. Enumero as três funções no primeiro sistema: elaborar a regra, executá-la e julgar a sua aplicação recaem no mesmo centro.
  2. A proposta distribui funções para que uma decisão possa ser controlada por instância diferente da que a tomou.
  3. A mera criação de três nomes não basta: é necessário verificar competências, independência e possibilidade efetiva de controlo.

Discute-se limitar a concentração de poderes; a separação só é efetiva se os órgãos puderem exercer controlo real.

Atenção ao erro

Erro a evitar: Basta nomear três órgãos para garantir liberdade Correção: Num conflito sobre multa, localizo quem estabeleceu a norma, quem a aplicou e quem julga o recurso. Separar essas funções permite contestar decisões; se o julgador depender inteiramente de quem multou, a proteção é fraca.

Três espaços simbólicos mostram assembleia legislativa, governo e tribunal ligados por setas.
Discutir funções legislativa, executiva e judicial; esquema simbólico, sem atribuição institucional a país específico.

Verifica agora

  1. Ver a ilustração

    Na secção «Compreender», quais três funções políticas o esquema separa?

    Ver solução explicada

    Resposta: Criar leis, executá-las e julgar conflitos são funções diferentes.

    Identifica com precisão: Criar leis, executá-las e julgar conflitos são funções diferentes.

  2. Ver a ilustração

    Na secção «Compreender», que risco surge se o mesmo órgão fizer as três sem controlo?

    Ver solução explicada

    Resposta: Pode impor regras e julgar a sua própria atuação, favorecendo arbitrariedade.

    Justifica usando o caso: Pode impor regras e julgar a sua própria atuação, favorecendo arbitrariedade.

  3. Ver a ilustração

    Na secção «Compreender», corrige esta leitura do caso: «Basta nomear três órgãos para garantir liberdade». Que relação foi confundida?

    Ver solução explicada

    Resposta: A leitura é injustificada. A divisão de poderes pretende limitar abusos por controlo recíproco. O funcionamento depende de regras e práticas, não só de nomes.

    Refuta a afirmação com uma razão ligada ao caso e apresenta alternativa correta.

  4. Ver a ilustração

    Que cautela é necessária ao estudar outro caso de «Iluminismo e divisão de poderes»?

    Ver solução explicada

    Resposta: O funcionamento depende de regras e práticas, não só de nomes.

    Indica limite pertinente à evidência, sem prometer generalização indevida.

Alinhamento curricular e fontes

  • Explicar como ideias das Luzes questionaram a concentração de autoridade, página 9. Objetivo oficial parafraseado: Explicar como ideias das Luzes questionaram a concentração de autoridade. O exemplo, a sequência e os exercícios são editoriais. · Aprendizagens Essenciais · historia-a · 11-ano