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Voltar a História e Geografia de Portugal

Mover-se dentro e fora do país no século XIX

6.º anoPercurso edumaterial

O que vais aprender

  • Ler dois percursos fictícios sem atribuir a todas as pessoas a mesma causa ou experiência.

Compreender

No século XIX, houve em Portugal movimentos de pessoas entre regiões e também para outros continentes. Ir de uma aldeia para uma cidade do mesmo país é uma migração interna; atravessar o Atlântico para se instalar noutro continente é uma migração externa. Os cartões de Rosa e Manuel ajudam a comparar percursos, mas são personagens criadas para estudar conceitos, não biografias históricas comprovadas. O destino e a distância diferem em cada caso.

A industrialização transformou alguns centros urbanos e criou oportunidades de trabalho, enquanto o crescimento da população e as condições de vida influenciaram deslocações. Estes fatores ajudam a explicar tendências, mas não bastam para saber por que cada pessoa partiu. No cartão de Rosa, a procura de trabalho está indicada; no de Manuel, apenas consta a viagem. Não podemos afirmar que Manuel saiu pela mesma razão nem que ambos enriqueceram.

Um historiador usaria registos, cartas, censos e mapas para investigar estes movimentos em locais e períodos concretos. Compararia origem, destino e data e perguntaria quem ficou de fora das fontes. Uma seta num mapa indica uma direção geral, mas não mostra toda a experiência da viagem. Ao explicar, distinguimos a tendência histórica referida pela AE do exemplo fictício e não usamos uma história individual inventada para representar todas as famílias portuguesas.

Exemplo resolvido

Noutros cartões fictícios, Inês muda-se de uma cidade portuguesa para uma vila do mesmo país por motivo não indicado; Luís atravessa o Atlântico para procurar trabalho. Classifica os percursos e limita as conclusões.

  1. Inês continua em Portugal; por isso o seu percurso é migração interna. O cartão não permite atribuir-lhe uma causa económica.
  2. Luís muda de continente e de país; o percurso é migração externa. Neste caso, procurar trabalho é motivo explícito, mas não prova melhoria posterior de rendimento.
  3. Comparo ambos com as migrações do século XIX sem afirmar que todos os migrantes seguiram a mesma rota, tiveram a mesma razão ou obtiveram o mesmo resultado.

Inês migra internamente e tem motivo desconhecido; Luís migra externamente em busca de trabalho, sem resultado futuro documentado.

Atenção ao erro

Atribuir o motivo de Rosa a Manuel.

Dois percursos oitocentistas fictícios: uma mulher deixa uma aldeia rumo a uma cidade portuguesa e um homem embarca num vapor transatlântico.
Comparar migração interna e externa sem inferir que ambas tiveram a mesma causa ou resultado.

Verifica agora

  1. Ver a ilustração

    Retoma o caso da explicação: a deslocação de Rosa é interna ou externa?

    Ver solução explicada

    Resposta: Interna, porque ocorre dentro de Portugal.

    Usa origem e destino.

  2. Ver a ilustração

    Retoma o caso da explicação: a viagem de Manuel para outro continente é que tipo de migração?

    Ver solução explicada

    Resposta: Externa.

    Reconhece mudança de país/continente.

  3. Ver a ilustração

    Retoma o caso da explicação: sabemos por que Manuel partiu?

    Ver solução explicada

    Resposta: Não; o cartão não indica o motivo.

    Não transfere a razão de Rosa.

  4. Ver a ilustração

    Retoma o caso da explicação: que processo económico do século XIX se relaciona com o crescimento de cidades?

    Ver solução explicada

    Resposta: A industrialização.

    Liga processo e espaços de trabalho sem causalidade única.

Alinhamento curricular e fontes

  • Portugal na segunda metade do século XIX, migrações, página 7. Objetivo oficial parafraseado: Explicar movimentos migratórios do século XIX entre campo e cidade ou para outros continentes, relacionando-os com população e industrialização.. O exemplo, a sequência e os exercícios são editoriais. · Aprendizagens Essenciais · historia-geografia-portugal · 6-ano