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6.º anoPercurso edumaterial

O que vais aprender

  • Construir uma sequência curta de causas, acontecimento e mudança política sem reduzir o processo a uma causa única.

Compreender

No início do século XIX, as invasões napoleónicas causaram guerra e destruição em Portugal. A Corte deslocou-se para o Brasil e aí permaneceu durante anos. A presença e influência inglesas em Portugal também geraram descontentamento. Estes elementos ajudam a compreender o contexto em que ocorreu a revolução liberal de 1820. Uma explicação histórica deve relacionar fatores, não dizer que um único acontecimento decidiu tudo sozinho.

A revolução de 1820 abriu um processo político que procurava limitar o poder absoluto e reorganizar a governação. A Constituição de 1822 estabeleceu princípios do liberalismo e representou uma rutura com o absolutismo. Uma Constituição é um conjunto de regras fundamentais para o Estado; não significa que todas as mudanças sociais tenham acontecido imediatamente ou que todos tenham participado de igual modo.

Para ler uma linha temporal, separa contexto, acontecimento e consequência. As invasões e a permanência da Corte no Brasil antecedem 1820; a Constituição surge depois da revolução. A ordem ajuda, mas não explica sozinha as causas. Também houve conflitos entre defensores do liberalismo e do absolutismo. Ao interpretar um documento histórico, pergunta quem o produziu, quando e com que objetivo, antes de generalizar a sua visão.

Exemplo resolvido

Um cartaz novo coloca a Constituição de 1822 antes do movimento liberal de 1820 e afirma que a ausência da Corte foi a única causa. Identifica as duas falhas.

  1. Corrijo a sequência: o movimento ocorreu em 1820 e a Constituição veio em 1822, dentro do processo político liberal.
  2. A permanência da Corte no Brasil é um fator de descontentamento, mas o contexto também inclui invasões anteriores e influência inglesa.
  3. Uma linha temporal organiza acontecimentos; para pesar causas, seriam necessárias fontes sobre decisões e interesses de grupos diferentes.

O acontecimento político de 1820 antecede a Constituição de 1822 e não se explica por uma causa única.

Atenção ao erro

Trocar datas ou afirmar uma causa única.

Quatro vinhetas reconstruídas: tropas, partida marítima da Corte, reunião pública e folha de Constituição.
A sequência ordena contexto, deslocação da Corte, movimento de 1820 e Constituição; as imagens não são documentos de época nem demonstram por si sós causalidade.

Verifica agora

  1. Ver a ilustração

    Retoma o caso da explicação: o que veio primeiro: a revolução de 1820 ou a Constituição de 1822?

    Ver solução explicada

    Resposta: A revolução de 1820.

    Respeita a cronologia.

  2. Ver a ilustração

    Retoma o caso da explicação: indica dois fatores de descontentamento associados à revolução.

    Ver solução explicada

    Resposta: A tutela inglesa e a permanência da Corte no Brasil.

    Dois fatores do objetivo oficial.

  3. Ver a ilustração

    Retoma o caso da explicação: por que a Constituição de 1822 é considerada rutura?

    Ver solução explicada

    Resposta: Porque estabeleceu princípios liberais que limitavam o absolutismo.

    Relaciona norma e regime.

  4. Ver a ilustração

    Retoma o caso da explicação: a linha temporal prova que houve uma causa única?

    Ver solução explicada

    Resposta: Não; é preciso relacionar vários fatores e fontes.

    Evita causalidade simplista.

Alinhamento curricular e fontes

  • Portugal no século XIX, triunfo do liberalismo, páginas 6–7. Objetivo oficial parafraseado: Relacionar a revolução de 1820 com o descontentamento pela tutela inglesa e pela permanência da Corte no Brasil; reconhecer a rutura constitucional de 1822.. O exemplo, a sequência e os exercícios são editoriais. · Aprendizagens Essenciais · historia-geografia-portugal · 6-ano