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Três fontes, três perguntas

7.º anoPercurso edumaterial

O que vais aprender

  • Classificar fontes históricas e deduzir informação sem lhes atribuir dados que não fornecem.

Compreender

Uma fonte material é um objeto ou vestígio físico, como um utensílio encontrado em escavação. Uma fonte escrita conserva palavras, como uma carta ou registo. Uma fonte oral é um testemunho contado e registado. O tipo da fonte ajuda a planear perguntas, mas não decide sozinho se uma afirmação histórica é verdadeira.

Imagina um utensílio de pedra, uma descrição escrita de uma aldeia e uma entrevista atual sobre uma tradição local. O utensílio pode informar sobre materiais e técnicas; a descrição pode revelar o que um autor escolheu contar; a entrevista mostra memórias e interpretações. Nenhuma das três fontes prova por si só como viviam todas as pessoas de uma época.

Para construir uma explicação, situa a fonte no tempo e no lugar, pergunta quem a produziu e cruza-a com outras. Uma entrevista feita hoje sobre um passado distante continua a ser fonte oral, mas requer cuidado com lapsos de memória e transmissão. Descrever o limite não é desprezar a fonte; é usá-la com rigor.

Exemplo resolvido

Um investigador encontra, num caso diferente da figura, um fragmento de cerâmica em escavação, um inventário escrito séculos depois e uma gravação atual de uma tradição oral. Quer saber como se fabricava a peça. Como usa as três fontes?

  1. O fragmento é fonte material. Observo a argila, as marcas de fabrico e o contexto arqueológico antes de propor uma técnica.
  2. O inventário é fonte escrita posterior: pode indicar nomes ou usos, mas a sua data e finalidade impedem tratá-lo automaticamente como testemunho da fabricação original.
  3. A gravação é fonte oral atual. Comparo o que relata com o fragmento e outros achados; continuidade de uma tradição é hipótese, não prova automática de que a mesma técnica existia naquele período.

As fontes podem complementar-se se forem datadas, contextualizadas e confrontadas; nenhuma, isolada, prova toda a técnica antiga.

Atenção ao erro

Atribuir língua a uma pedra sem inscrição.

Três fontes ilustrativas: utensílio de pedra em tabuleiro de escavação, carta manuscrita e entrevista oral gravada.
Distinguir tipos de fonte sem afirmar que o objeto, a carta ou a entrevistada pertencem a um caso real.

Verifica agora

  1. Ver a ilustração

    Retoma o caso da explicação: Classifica utensílio de pedra, carta e entrevista gravada por tipo de fonte.

    Ver solução explicada

    Resposta: Material, escrita e oral, respetivamente.

    Três classificações corretas.

  2. Ver a ilustração

    Retoma o caso da explicação: Que pergunta sobre técnica o utensílio pode ajudar a investigar?

    Ver solução explicada

    Resposta: De que material foi feito ou como pode ter sido usado, comparando desgaste e contexto.

    Pergunta compatível com a fonte.

  3. Ver a ilustração

    Retoma o caso da explicação: A forma da pedra prova qual língua se falava?

    Ver solução explicada

    Resposta: Não; a fonte material não regista diretamente a língua.

    Reconhece limite da evidência.

  4. Ver a ilustração

    Retoma o caso da explicação: Por que cruzarias a entrevista atual com um documento ou outro testemunho?

    Ver solução explicada

    Resposta: Para verificar a memória, situar a informação e confrontar perspetivas.

    Explica função do cruzamento.

Alinhamento curricular e fontes

  • Das sociedades recoletoras às primeiras civilizações, página 6. Objetivo oficial parafraseado: Reconhecer que o conhecimento histórico se constrói com fontes materiais, escritas e orais.. O exemplo, a sequência e os exercícios são editoriais. · Aprendizagens Essenciais · historia-pt · 7-ano