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10.º anoPercurso edumaterial

O que vais aprender

  • Distinguir gostos de duas pessoas e produzir uma frase própria sem atribuir consenso.

Compreender

Uma preferência pertence a quem a expressa. Inés diz «me gusta dibujar» e liga o gosto à observação de detalhes com «porque». Raúl diz «prefiero jugar al voleibol» e explica que trabalha com a equipa. A palavra «prefiero» compara escolhas para Raúl; não define o que toda a turma prefere. Ao resumir, convém repetir os nomes: «A Inés le gusta dibujar; Raúl prefiere jugar al voleibol». Assim evita atribuir a uma pessoa a razão da outra.

A proposta final junta interesses diferentes: Inés sugere fazer um cartaz para o torneio. Isso pode permitir que o desenho sirva uma atividade desportiva, mas não prova que Raúl aceitou a proposta ou que o torneio já foi organizado. «Podemos» apresenta uma possibilidade coletiva. Se Raúl responder «Sí, hagámoslo», só então há acordo no diálogo. Este cuidado distingue gosto, sugestão e decisão; os três atos comunicativos podem aparecer em poucas linhas.

Para produzir uma frase própria, usa «Me gusta… porque…» ou «Prefiero… porque…» e escolhe uma razão pessoal verificável na própria frase. Exemplo: «Me gusta leer porque descubro historias nuevas». Não é necessário que a razão seja universal ou melhor do que a de outra pessoa. Para respeitar as diferenças numa conversa, podes perguntar «¿Y a ti qué te gusta?» antes de assumir que partilham o mesmo interesse. Inés prefere desenhar porque observa pormenores; Raúl prefere voleibol pela colaboração com a equipa. A ideia de fazer um cartaz para o torneio parte de Inés, mas não prova que ela agora prefira jogar. Ao relatar a conversa, atribui a cada pessoa a sua razão e separa uma proposta partilhável de uma preferência pessoal.

Exemplo resolvido

Diálogo independente: «—Prefiero leer porque descubro historias —dice Ana. —A mí me gusta correr porque entreno con mis amigos —responde Pablo. —Podemos visitar la biblioteca —propone Ana». Que preferências estão confirmadas e o que é só proposta?

  1. Associo a Ana a leitura e a razão «descubro historias», sem transferir a preferência por desenho de Inés.
  2. Associo a Pablo a corrida e o treino com amigos, sem lhe atribuir a preferência de Ana.
  3. «Podemos visitar» introduz uma proposta de Ana; Pablo ainda não a aceitou no diálogo.

Ana prefere ler por descobrir histórias; Pablo gosta de correr com amigos; a visita à biblioteca permanece proposta.

Atenção ao erro

Afirmar que toda a turma prefere voleibol ou que Raúl aceitou o cartaz.

Inés desenha e apresenta um cartaz de voleibol; Raúl segura uma bola e olha para a proposta, enquanto outros alunos jogam ao fundo.
Separar preferências individuais de uma proposta e de uma aceitação ainda ausente.

Verifica agora

  1. Ver a ilustração

    Quem prefere jogar voleibol?

    Ver solução explicada

    Resposta: Raúl.

    Atribui o gosto à pessoa certa.

  2. Ver a ilustração

    Que razão Inés dá para gostar de desenhar?

    Ver solução explicada

    Resposta: Porque pode observar detalhes.

    Liga preferência e motivo correto.

  3. Ver a ilustração

    O diálogo confirma que Raúl aceitou fazer o cartaz?

    Ver solução explicada

    Resposta: Não. Inés apenas propôs o cartaz e Raúl não respondeu a essa proposta no texto.

    Distingue proposta de acordo.

  4. Ver a ilustração

    Escreve em espanhol uma preferência tua com uma razão, usando «porque».

    Ver solução explicada

    Resposta: Por exemplo: «Me gusta leer porque descubro historias nuevas». Outras respostas pessoais coerentes são válidas.

    Expressa gosto e motivo numa frase compreensível.

Alinhamento curricular e fontes

  • Interação e produção simples sobre gostos, páginas 8–9. Objetivo oficial parafraseado: Apresentar preferência em assunto familiar e apoiá-la numa razão explícita.. O exemplo, a sequência e os exercícios são editoriais. · Aprendizagens Essenciais · Espanhol Iniciação · 10-ano