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Prova-modelo original de Português · 2026 · Alumno

Prueba

Exame Nacional de Português

Convocatoria

2026

Curso

12-ano

Materia

portugues

Caracter

original-editorial

Duracion minutos

120

Tolerancia minutos

30

Pontuação máxima

200

Instruções

  1. Responda em português europeu. Identifique cada item pela posição.

  2. Pode responder a todos os itens; só as melhores 3 respostas facultativas contribuem para a nota.

  3. Não transcreva a solução-modelo antes de tentar resolver. As soluções e os critérios destinam-se à consulta após a tentativa.

  4. Nos itens fechados, registe uma única seleção, conjunto ou sequência conforme o pedido; não se exige justificação do aluno.

  5. Nos itens de desenvolvimento, apresente o raciocínio e os fundamentos pedidos. A correção é por rubrica, não por comparação literal.

  6. Os critérios de treino são editoriais e estão explicitados em cada item; não substituem os critérios específicos publicados pelo IAVE.

  7. Pontuação final: soma dos obrigatórios e das melhores respostas facultativas, até 200 pontos; a divisão por 10 exprime a nota na escala de 0 a 20.

  8. Nos cálculos, conserve algarismos intermédios e arredonde só no resultado final; use unidades quando aplicável.

  9. Grupo I: Educação Literária (partes A, B e C). Grupo II: Leitura e Gramática. Grupo III: Escrita, 200 a 350 palavras.

  10. As repetições do texto-base junto dos itens permitem consultar cada item autonomamente; num caderno impresso, cada texto pode ser apresentado uma única vez, sem alterar a transcrição.

Partes

  1. I.A.1 · Sentir e fingir

    Posicion

    1

    Opções

    1. I.A.1 · Sentir e fingir
      Prueba

      Exame Nacional de Português

      Convocatoria

      2026

      Curso

      12-ano

      Materia

      portugues

      Caracter

      original-editorial

      Bloque

      Educação Literária · Fernando Pessoa

      Pontuação máxima

      13

      Atividade

      Fernando Pessoa, «Autopsicografia», texto de domínio público; transcrição consultada em https://pt.wikisource.org/w/index.php?title=Autopsicografia&oldid=243613 em 2026-10-07. Atualiza-se apenas «lêem» para «leem». O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que leem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm. E assim nas calhas de roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama coração. Explique a aparente contradição entre «fingidor» e «deveras sente», mostrando como o poema distingue a emoção vivida da emoção representada.

      Partes
      1. Pontos

        13

        Atividade

        Apresente a resposta e os passos ou fundamentos pedidos.

        Tipo respuesta

        desarrollo

      Posicion

      1

      Obligatorio

      True

      Referencial

      Aprendizagens Essenciais dos anos abrangidos pela prova 639; seleção editorial de treino 2026.

    Elegir

    1

    Obligatorio

    True

    Pontos

    13

  2. I.A.2 · Coração e razão

    Posicion

    2

    Opções

    1. I.A.2 · Coração e razão
      Prueba

      Exame Nacional de Português

      Convocatoria

      2026

      Curso

      12-ano

      Materia

      portugues

      Caracter

      original-editorial

      Bloque

      Educação Literária · Fernando Pessoa

      Pontuação máxima

      13

      Atividade

      Fernando Pessoa, «Autopsicografia», texto de domínio público; transcrição consultada em https://pt.wikisource.org/w/index.php?title=Autopsicografia&oldid=243613 em 2026-10-07. Atualiza-se apenas «lêem» para «leem». O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que leem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm. E assim nas calhas de roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama coração. Interprete a imagem do «comboio de corda» na última estrofe e explique a relação que estabelece entre coração e razão.

      Partes
      1. Pontos

        13

        Atividade

        Apresente a resposta e os passos ou fundamentos pedidos.

        Tipo respuesta

        desarrollo

      Posicion

      2

      Obligatorio

      True

      Referencial

      Aprendizagens Essenciais dos anos abrangidos pela prova 639; seleção editorial de treino 2026.

    Elegir

    1

    Obligatorio

    True

    Pontos

    13

  3. I.A.3 · Papel dos leitores

    Posicion

    3

    Opções

    1. I.A.3 · Papel dos leitores
      Prueba

      Exame Nacional de Português

      Convocatoria

      2026

      Curso

      12-ano

      Materia

      portugues

      Caracter

      original-editorial

      Bloque

      Educação Literária · Fernando Pessoa

      Pontuação máxima

      13

      Atividade

      Fernando Pessoa, «Autopsicografia», texto de domínio público; transcrição consultada em https://pt.wikisource.org/w/index.php?title=Autopsicografia&oldid=243613 em 2026-10-07. Atualiza-se apenas «lêem» para «leem». O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que leem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm. E assim nas calhas de roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama coração. Qual afirmação traduz melhor o papel dos leitores na segunda estrofe?

      Partes
      1. Pontos

        13

        Atividade

        Selecione uma única opção.

        Tipo respuesta

        eleccion-unica

        Opções
        1. Texto

          Recebem uma experiência suscitada pelo texto, distinta das duas dores atribuídas ao poeta.

        2. Texto

          Sentem apenas a dor biográfica do autor, sem transformação.

        3. Texto

          Conhecem necessariamente o episódio que causou a emoção do autor.

        4. Texto

          Não sentem qualquer emoção porque o poema é fingimento.

        Explicacion distractores
        B

        «Não as duas» exclui simples transmissão intacta das dores do poeta.

        C

        O poema não identifica um episódio biográfico.

        D

        A estrofe afirma uma experiência do leitor, não ausência de sentir.

      Posicion

      3

      Obligatorio

      False

      Referencial

      Aprendizagens Essenciais dos anos abrangidos pela prova 639; seleção editorial de treino 2026.

    Elegir

    1

    Obligatorio

    False

    Pontos

    13

  4. I.B.4 · Esperança e novidade

    Posicion

    4

    Opções

    1. I.B.4 · Esperança e novidade
      Prueba

      Exame Nacional de Português

      Convocatoria

      2026

      Curso

      12-ano

      Materia

      portugues

      Caracter

      original-editorial

      Bloque

      Educação Literária · Camões

      Pontuação máxima

      13

      Atividade

      Luís de Camões, «Mudão-se os tempos, mudão-se as vontades», Obras completas de Luis de Camões, ed. José Victorino Barreto Feio e José Gomes Monteiro, Lisboa, Livraria Europea de Baudry, 1843, vol. II, p. 29. Texto de domínio público, consultado em https://pt.wikisource.org/w/index.php?title=Mudão-se_os_tempos,_mudão-se_as_vontades&oldid=447282 em 2026-10-07; grafias antigas atualizadas, conservando «mi» e «soía» (costumava). Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança: Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança: Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem (se algum houve) as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E em mi converte em choro o doce canto. E afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto, Que não se muda já como soía. Explique como a segunda quadra corrige uma interpretação da mudança como progresso sempre favorável. Fundamente a resposta com duas expressões.

      Partes
      1. Pontos

        13

        Atividade

        Apresente a resposta e os passos ou fundamentos pedidos.

        Tipo respuesta

        desarrollo

      Posicion

      4

      Obligatorio

      True

      Referencial

      Aprendizagens Essenciais dos anos abrangidos pela prova 639; seleção editorial de treino 2026.

    Elegir

    1

    Obligatorio

    True

    Pontos

    13

  5. I.B.5 · Mudança do próprio mudar

    Posicion

    5

    Opções

    1. I.B.5 · Mudança do próprio mudar
      Prueba

      Exame Nacional de Português

      Convocatoria

      2026

      Curso

      12-ano

      Materia

      portugues

      Caracter

      original-editorial

      Bloque

      Educação Literária · Camões

      Pontuação máxima

      13

      Atividade

      Luís de Camões, «Mudão-se os tempos, mudão-se as vontades», Obras completas de Luis de Camões, ed. José Victorino Barreto Feio e José Gomes Monteiro, Lisboa, Livraria Europea de Baudry, 1843, vol. II, p. 29. Texto de domínio público, consultado em https://pt.wikisource.org/w/index.php?title=Mudão-se_os_tempos,_mudão-se_as_vontades&oldid=447282 em 2026-10-07; grafias antigas atualizadas, conservando «mi» e «soía» (costumava). Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança: Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança: Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem (se algum houve) as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E em mi converte em choro o doce canto. E afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto, Que não se muda já como soía. Explique o motivo de «mor espanto» no último terceto e relacione-o com a mudança quotidiana já mencionada. Pode apresentar uma interpretação alternativa, desde que sustentada pelo texto.

      Partes
      1. Pontos

        13

        Atividade

        Apresente a resposta e os passos ou fundamentos pedidos.

        Tipo respuesta

        desarrollo

      Posicion

      5

      Obligatorio

      True

      Referencial

      Aprendizagens Essenciais dos anos abrangidos pela prova 639; seleção editorial de treino 2026.

    Elegir

    1

    Obligatorio

    True

    Pontos

    13

  6. I.B.6 · Leitura global

    Posicion

    6

    Opções

    1. I.B.6 · Leitura global
      Prueba

      Exame Nacional de Português

      Convocatoria

      2026

      Curso

      12-ano

      Materia

      portugues

      Caracter

      original-editorial

      Bloque

      Educação Literária · Camões

      Pontuação máxima

      13

      Atividade

      Luís de Camões, «Mudão-se os tempos, mudão-se as vontades», Obras completas de Luis de Camões, ed. José Victorino Barreto Feio e José Gomes Monteiro, Lisboa, Livraria Europea de Baudry, 1843, vol. II, p. 29. Texto de domínio público, consultado em https://pt.wikisource.org/w/index.php?title=Mudão-se_os_tempos,_mudão-se_as_vontades&oldid=447282 em 2026-10-07; grafias antigas atualizadas, conservando «mi» e «soía» (costumava). Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança: Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança: Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem (se algum houve) as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E em mi converte em choro o doce canto. E afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto, Que não se muda já como soía. Selecione exatamente três afirmações comprováveis pelo poema. I: A mudança atinge vontades e confiança. II: As novidades cumprem sempre a esperança. III: A memória conserva efeitos afetivos do bem e do mal. IV: A renovação natural elimina o sofrimento interior. V: O último terceto acrescenta uma alteração ao padrão de mudança.

      Partes
      1. Pontos

        13

        Atividade

        Selecione exatamente três afirmações.

        Tipo respuesta

        eleccion-compleja

        Afirmaciones
        1. Texto

          A mudança atinge vontades e confiança.

        2. Texto

          As novidades cumprem sempre a esperança.

        3. Texto

          A memória conserva efeitos afetivos do bem e do mal.

        4. Texto

          A renovação natural elimina o sofrimento interior.

        5. Texto

          O último terceto acrescenta uma alteração ao padrão de mudança.

        Explicacion distractores
        Ii

        As novidades são diferentes da esperança.

        Iv

        O canto do eu converte-se em choro, apesar da renovação natural.

      Posicion

      6

      Obligatorio

      False

      Referencial

      Aprendizagens Essenciais dos anos abrangidos pela prova 639; seleção editorial de treino 2026.

    Elegir

    1

    Obligatorio

    False

    Pontos

    13

  7. I.C.7 · Exposição literária

    Posicion

    7

    Opções

    1. I.C.7 · Exposição literária
      Prueba

      Exame Nacional de Português

      Convocatoria

      2026

      Curso

      12-ano

      Materia

      portugues

      Caracter

      original-editorial

      Bloque

      Escrita · Exposição sobre Camões

      Pontuação máxima

      13

      Atividade

      Luís de Camões, «Mudão-se os tempos, mudão-se as vontades», Obras completas de Luis de Camões, ed. José Victorino Barreto Feio e José Gomes Monteiro, Lisboa, Livraria Europea de Baudry, 1843, vol. II, p. 29. Texto de domínio público, consultado em https://pt.wikisource.org/w/index.php?title=Mudão-se_os_tempos,_mudão-se_as_vontades&oldid=447282 em 2026-10-07; grafias antigas atualizadas, conservando «mi» e «soía» (costumava). Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança: Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança: Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem (se algum houve) as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E em mi converte em choro o doce canto. E afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto, Que não se muda já como soía. Escreva uma breve exposição sobre a afirmação «A lírica camoniana articula reflexão universal e experiência individual», apoiando-se no soneto apresentado. Inclua uma introdução, dois aspetos distintos fundamentados em exemplos e uma conclusão.

      Partes
      1. Pontos

        13

        Atividade

        Apresente a resposta e os passos ou fundamentos pedidos.

        Tipo respuesta

        desarrollo

      Posicion

      7

      Obligatorio

      True

      Referencial

      Aprendizagens Essenciais dos anos abrangidos pela prova 639; seleção editorial de treino 2026.

    Elegir

    1

    Obligatorio

    True

    Pontos

    13

  8. II.1 · Tese do texto

    Posicion

    8

    Opções

    1. II.1 · Tese do texto
      Prueba

      Exame Nacional de Português

      Convocatoria

      2026

      Curso

      12-ano

      Materia

      portugues

      Caracter

      original-editorial

      Bloque

      Leitura · Texto de opinião

      Pontuação máxima

      13

      Atividade

      Texto original de opinião: «Uma cidade também se lê» Uma cidade não é apenas um conjunto de edifícios. É também uma rede de percursos que decide, em cada esquina, quem pode chegar a um lugar e quanto esforço precisa de fazer. Um passeio interrompido obriga uma pessoa a descer para a estrada; uma entrada com degraus pode transformar uma distância curta numa viagem impossível. Ler a cidade é reparar nesses sinais, em vez de aceitar que são um pormenor inevitável. A acessibilidade não começa quando alguém pede ajuda. Deve entrar no desenho do espaço, antes da inauguração. Há quem considere que uma rampa serve um grupo pequeno. Porém, a mesma passagem pode ser usada por quem empurra um carrinho de bebé, transporta compras ou regressa a casa com uma perna imobilizada. Não precisamos de viver a mesma dificuldade para reconhecer a utilidade de a remover. O que parece exceção pode revelar uma fragilidade da regra. Isso não significa que todas as obras sejam simples ou que exista uma solução única para qualquer rua. Num bairro antigo, largura, inclinação e conservação do património podem limitar as escolhas. Estes obstáculos exigem estudo e negociação; não autorizam a desistência imediata. Se duas soluções forem possíveis, devemos comparar a autonomia que cada uma oferece, o custo de manutenção e a segurança de quem as utiliza. A solução mais visível numa fotografia nem sempre é a mais útil num percurso completo. Importa ainda ouvir as pessoas que usam o espaço. Um mapa feito no gabinete pode representar uma passagem como contínua, embora uma porta frequentemente fechada impeça a circulação. Uma associação de moradores pode identificar esse ponto; a observação em diferentes horários permite verificar o problema. Consultar utilizadores não substitui a avaliação técnica, mas ajuda a formular perguntas que a planta desenhada não responde. Depois da obra, a verificação deve continuar. Uma rampa ocupada por veículos deixa de cumprir a função para que foi criada. Há também responsabilidade na linguagem. Quando dizemos que alguém «não consegue chegar», podemos atribuir apenas à pessoa uma dificuldade que o espaço agrava. Perguntar «o que impede a chegada?» muda o foco e convida a examinar o percurso. Não retira importância às diferenças individuais; acrescenta uma tarefa coletiva. Uma cidade legível permite perceber caminhos, regras e alternativas, sem depender sempre de explicações de outra pessoa. Defendo, por isso, que os projetos urbanos incluam percursos verificados por quem os usa. O objetivo não é eliminar toda a dificuldade nem prometer uma cidade perfeita. É tornar identificáveis os obstáculos que podemos corrigir e assegurar que a escolha de uma solução tenha razões públicas. A cidade que se deixa ler oferece mais oportunidades para que os seus habitantes participem na escrita do que vem a seguir. A tese defendida pelo autor consiste em

      Partes
      1. Pontos

        13

        Atividade

        Selecione uma única opção.

        Tipo respuesta

        eleccion-unica

        Opções
        1. Texto

          Substituir a avaliação técnica por opiniões de moradores.

        2. Texto

          Dar prioridade a percursos fotografados antes de os testar.

        3. Texto

          Considerar acessibilidade e uso real no desenho e na verificação dos percursos urbanos.

        4. Texto

          Garantir que todas as ruas podem receber a mesma solução.

        Explicacion distractores
        A

        O texto afirma que a consulta não substitui avaliação técnica.

        B

        Questiona a suficiência da imagem isolada.

        D

        O texto recusa a existência de solução única para qualquer rua.

      Posicion

      8

      Obligatorio

      True

      Referencial

      Aprendizagens Essenciais dos anos abrangidos pela prova 639; seleção editorial de treino 2026.

    Elegir

    1

    Obligatorio

    True

    Pontos

    13

  9. II.2 · Função dos exemplos

    Posicion

    9

    Opções

    1. II.2 · Função dos exemplos
      Prueba

      Exame Nacional de Português

      Convocatoria

      2026

      Curso

      12-ano

      Materia

      portugues

      Caracter

      original-editorial

      Bloque

      Leitura · Argumentação

      Pontuação máxima

      13

      Atividade

      Texto original de opinião: «Uma cidade também se lê» Uma cidade não é apenas um conjunto de edifícios. É também uma rede de percursos que decide, em cada esquina, quem pode chegar a um lugar e quanto esforço precisa de fazer. Um passeio interrompido obriga uma pessoa a descer para a estrada; uma entrada com degraus pode transformar uma distância curta numa viagem impossível. Ler a cidade é reparar nesses sinais, em vez de aceitar que são um pormenor inevitável. A acessibilidade não começa quando alguém pede ajuda. Deve entrar no desenho do espaço, antes da inauguração. Há quem considere que uma rampa serve um grupo pequeno. Porém, a mesma passagem pode ser usada por quem empurra um carrinho de bebé, transporta compras ou regressa a casa com uma perna imobilizada. Não precisamos de viver a mesma dificuldade para reconhecer a utilidade de a remover. O que parece exceção pode revelar uma fragilidade da regra. Isso não significa que todas as obras sejam simples ou que exista uma solução única para qualquer rua. Num bairro antigo, largura, inclinação e conservação do património podem limitar as escolhas. Estes obstáculos exigem estudo e negociação; não autorizam a desistência imediata. Se duas soluções forem possíveis, devemos comparar a autonomia que cada uma oferece, o custo de manutenção e a segurança de quem as utiliza. A solução mais visível numa fotografia nem sempre é a mais útil num percurso completo. Importa ainda ouvir as pessoas que usam o espaço. Um mapa feito no gabinete pode representar uma passagem como contínua, embora uma porta frequentemente fechada impeça a circulação. Uma associação de moradores pode identificar esse ponto; a observação em diferentes horários permite verificar o problema. Consultar utilizadores não substitui a avaliação técnica, mas ajuda a formular perguntas que a planta desenhada não responde. Depois da obra, a verificação deve continuar. Uma rampa ocupada por veículos deixa de cumprir a função para que foi criada. Há também responsabilidade na linguagem. Quando dizemos que alguém «não consegue chegar», podemos atribuir apenas à pessoa uma dificuldade que o espaço agrava. Perguntar «o que impede a chegada?» muda o foco e convida a examinar o percurso. Não retira importância às diferenças individuais; acrescenta uma tarefa coletiva. Uma cidade legível permite perceber caminhos, regras e alternativas, sem depender sempre de explicações de outra pessoa. Defendo, por isso, que os projetos urbanos incluam percursos verificados por quem os usa. O objetivo não é eliminar toda a dificuldade nem prometer uma cidade perfeita. É tornar identificáveis os obstáculos que podemos corrigir e assegurar que a escolha de uma solução tenha razões públicas. A cidade que se deixa ler oferece mais oportunidades para que os seus habitantes participem na escrita do que vem a seguir. Os exemplos do carrinho de bebé, das compras e da perna imobilizada servem para

      Partes
      1. Pontos

        13

        Atividade

        Selecione uma única opção.

        Tipo respuesta

        eleccion-unica

        Opções
        1. Texto

          Mostrar que a rampa é inútil a quem tem limitações permanentes.

        2. Texto

          Ampliar o conjunto de utilizadores que podem beneficiar da mesma passagem.

        3. Texto

          Provar que todas as pessoas têm a mesma dificuldade todos os dias.

        4. Texto

          Defender que o uso de degraus deve ser obrigatório.

        Explicacion distractores
        A

        O texto amplia beneficiários, não exclui limitações permanentes.

        C

        O texto diz que não é preciso viver a mesma dificuldade.

        D

        Os exemplos defendem remoção de obstáculos, não obrigação de degraus.

      Posicion

      9

      Obligatorio

      True

      Referencial

      Aprendizagens Essenciais dos anos abrangidos pela prova 639; seleção editorial de treino 2026.

    Elegir

    1

    Obligatorio

    True

    Pontos

    13

  10. II.3 · Concessão argumentativa

    Posicion

    10

    Opções

    1. II.3 · Concessão argumentativa
      Prueba

      Exame Nacional de Português

      Convocatoria

      2026

      Curso

      12-ano

      Materia

      portugues

      Caracter

      original-editorial

      Bloque

      Leitura · Organização do discurso

      Pontuação máxima

      13

      Atividade

      Texto original de opinião: «Uma cidade também se lê» Uma cidade não é apenas um conjunto de edifícios. É também uma rede de percursos que decide, em cada esquina, quem pode chegar a um lugar e quanto esforço precisa de fazer. Um passeio interrompido obriga uma pessoa a descer para a estrada; uma entrada com degraus pode transformar uma distância curta numa viagem impossível. Ler a cidade é reparar nesses sinais, em vez de aceitar que são um pormenor inevitável. A acessibilidade não começa quando alguém pede ajuda. Deve entrar no desenho do espaço, antes da inauguração. Há quem considere que uma rampa serve um grupo pequeno. Porém, a mesma passagem pode ser usada por quem empurra um carrinho de bebé, transporta compras ou regressa a casa com uma perna imobilizada. Não precisamos de viver a mesma dificuldade para reconhecer a utilidade de a remover. O que parece exceção pode revelar uma fragilidade da regra. Isso não significa que todas as obras sejam simples ou que exista uma solução única para qualquer rua. Num bairro antigo, largura, inclinação e conservação do património podem limitar as escolhas. Estes obstáculos exigem estudo e negociação; não autorizam a desistência imediata. Se duas soluções forem possíveis, devemos comparar a autonomia que cada uma oferece, o custo de manutenção e a segurança de quem as utiliza. A solução mais visível numa fotografia nem sempre é a mais útil num percurso completo. Importa ainda ouvir as pessoas que usam o espaço. Um mapa feito no gabinete pode representar uma passagem como contínua, embora uma porta frequentemente fechada impeça a circulação. Uma associação de moradores pode identificar esse ponto; a observação em diferentes horários permite verificar o problema. Consultar utilizadores não substitui a avaliação técnica, mas ajuda a formular perguntas que a planta desenhada não responde. Depois da obra, a verificação deve continuar. Uma rampa ocupada por veículos deixa de cumprir a função para que foi criada. Há também responsabilidade na linguagem. Quando dizemos que alguém «não consegue chegar», podemos atribuir apenas à pessoa uma dificuldade que o espaço agrava. Perguntar «o que impede a chegada?» muda o foco e convida a examinar o percurso. Não retira importância às diferenças individuais; acrescenta uma tarefa coletiva. Uma cidade legível permite perceber caminhos, regras e alternativas, sem depender sempre de explicações de outra pessoa. Defendo, por isso, que os projetos urbanos incluam percursos verificados por quem os usa. O objetivo não é eliminar toda a dificuldade nem prometer uma cidade perfeita. É tornar identificáveis os obstáculos que podemos corrigir e assegurar que a escolha de uma solução tenha razões públicas. A cidade que se deixa ler oferece mais oportunidades para que os seus habitantes participem na escrita do que vem a seguir. Ao reconhecer os limites dos bairros antigos, o autor

      Partes
      1. Pontos

        13

        Atividade

        Selecione uma única opção.

        Tipo respuesta

        eleccion-unica

        Opções
        1. Texto

          Abandona a defesa da acessibilidade.

        2. Texto

          Afirma que o património deve ser destruído.

        3. Texto

          Prova que todo o estudo é desnecessário.

        4. Texto

          Reconhece dificuldades sem as aceitar como razão suficiente para desistir.

        Explicacion distractores
        A

        A frase seguinte recusa desistência imediata.

        B

        O texto apresenta conservação como fator de estudo.

        C

        Os obstáculos exigem precisamente estudo e negociação.

      Posicion

      10

      Obligatorio

      False

      Referencial

      Aprendizagens Essenciais dos anos abrangidos pela prova 639; seleção editorial de treino 2026.

    Elegir

    1

    Obligatorio

    False

    Pontos

    13

  11. II.4 · Alcance da conclusão

    Posicion

    11

    Opções

    1. II.4 · Alcance da conclusão
      Prueba

      Exame Nacional de Português

      Convocatoria

      2026

      Curso

      12-ano

      Materia

      portugues

      Caracter

      original-editorial

      Bloque

      Leitura · Modalização

      Pontuação máxima

      13

      Atividade

      Texto original de opinião: «Uma cidade também se lê» Uma cidade não é apenas um conjunto de edifícios. É também uma rede de percursos que decide, em cada esquina, quem pode chegar a um lugar e quanto esforço precisa de fazer. Um passeio interrompido obriga uma pessoa a descer para a estrada; uma entrada com degraus pode transformar uma distância curta numa viagem impossível. Ler a cidade é reparar nesses sinais, em vez de aceitar que são um pormenor inevitável. A acessibilidade não começa quando alguém pede ajuda. Deve entrar no desenho do espaço, antes da inauguração. Há quem considere que uma rampa serve um grupo pequeno. Porém, a mesma passagem pode ser usada por quem empurra um carrinho de bebé, transporta compras ou regressa a casa com uma perna imobilizada. Não precisamos de viver a mesma dificuldade para reconhecer a utilidade de a remover. O que parece exceção pode revelar uma fragilidade da regra. Isso não significa que todas as obras sejam simples ou que exista uma solução única para qualquer rua. Num bairro antigo, largura, inclinação e conservação do património podem limitar as escolhas. Estes obstáculos exigem estudo e negociação; não autorizam a desistência imediata. Se duas soluções forem possíveis, devemos comparar a autonomia que cada uma oferece, o custo de manutenção e a segurança de quem as utiliza. A solução mais visível numa fotografia nem sempre é a mais útil num percurso completo. Importa ainda ouvir as pessoas que usam o espaço. Um mapa feito no gabinete pode representar uma passagem como contínua, embora uma porta frequentemente fechada impeça a circulação. Uma associação de moradores pode identificar esse ponto; a observação em diferentes horários permite verificar o problema. Consultar utilizadores não substitui a avaliação técnica, mas ajuda a formular perguntas que a planta desenhada não responde. Depois da obra, a verificação deve continuar. Uma rampa ocupada por veículos deixa de cumprir a função para que foi criada. Há também responsabilidade na linguagem. Quando dizemos que alguém «não consegue chegar», podemos atribuir apenas à pessoa uma dificuldade que o espaço agrava. Perguntar «o que impede a chegada?» muda o foco e convida a examinar o percurso. Não retira importância às diferenças individuais; acrescenta uma tarefa coletiva. Uma cidade legível permite perceber caminhos, regras e alternativas, sem depender sempre de explicações de outra pessoa. Defendo, por isso, que os projetos urbanos incluam percursos verificados por quem os usa. O objetivo não é eliminar toda a dificuldade nem prometer uma cidade perfeita. É tornar identificáveis os obstáculos que podemos corrigir e assegurar que a escolha de uma solução tenha razões públicas. A cidade que se deixa ler oferece mais oportunidades para que os seus habitantes participem na escrita do que vem a seguir. Qual conclusão respeita o alcance da última parte do texto?

      Partes
      1. Pontos

        13

        Atividade

        Selecione uma única opção.

        Tipo respuesta

        eleccion-unica

        Opções
        1. Texto

          Corrigir obstáculos identificáveis é um objetivo, sem promessa de eliminar toda a dificuldade.

        2. Texto

          Os projetos eliminarão necessariamente todas as diferenças individuais.

        3. Texto

          A participação dos utilizadores garante obras perfeitas.

        4. Texto

          As razões de uma escolha devem permanecer privadas.

        Explicacion distractores
        B

        O texto recusa eliminar toda a dificuldade e não apaga diferenças.

        C

        A participação não é apresentada como garantia de perfeição.

        D

        A conclusão pede razões públicas.

      Posicion

      11

      Obligatorio

      False

      Referencial

      Aprendizagens Essenciais dos anos abrangidos pela prova 639; seleção editorial de treino 2026.

    Elegir

    1

    Obligatorio

    False

    Pontos

    13

  12. II.5 · Referente textual

    Posicion

    12

    Opções

    1. II.5 · Referente textual
      Prueba

      Exame Nacional de Português

      Convocatoria

      2026

      Curso

      12-ano

      Materia

      portugues

      Caracter

      original-editorial

      Bloque

      Gramática · Coesão referencial

      Pontuação máxima

      13

      Atividade

      Texto original de opinião: «Uma cidade também se lê» Uma cidade não é apenas um conjunto de edifícios. É também uma rede de percursos que decide, em cada esquina, quem pode chegar a um lugar e quanto esforço precisa de fazer. Um passeio interrompido obriga uma pessoa a descer para a estrada; uma entrada com degraus pode transformar uma distância curta numa viagem impossível. Ler a cidade é reparar nesses sinais, em vez de aceitar que são um pormenor inevitável. A acessibilidade não começa quando alguém pede ajuda. Deve entrar no desenho do espaço, antes da inauguração. Há quem considere que uma rampa serve um grupo pequeno. Porém, a mesma passagem pode ser usada por quem empurra um carrinho de bebé, transporta compras ou regressa a casa com uma perna imobilizada. Não precisamos de viver a mesma dificuldade para reconhecer a utilidade de a remover. O que parece exceção pode revelar uma fragilidade da regra. Isso não significa que todas as obras sejam simples ou que exista uma solução única para qualquer rua. Num bairro antigo, largura, inclinação e conservação do património podem limitar as escolhas. Estes obstáculos exigem estudo e negociação; não autorizam a desistência imediata. Se duas soluções forem possíveis, devemos comparar a autonomia que cada uma oferece, o custo de manutenção e a segurança de quem as utiliza. A solução mais visível numa fotografia nem sempre é a mais útil num percurso completo. Importa ainda ouvir as pessoas que usam o espaço. Um mapa feito no gabinete pode representar uma passagem como contínua, embora uma porta frequentemente fechada impeça a circulação. Uma associação de moradores pode identificar esse ponto; a observação em diferentes horários permite verificar o problema. Consultar utilizadores não substitui a avaliação técnica, mas ajuda a formular perguntas que a planta desenhada não responde. Depois da obra, a verificação deve continuar. Uma rampa ocupada por veículos deixa de cumprir a função para que foi criada. Há também responsabilidade na linguagem. Quando dizemos que alguém «não consegue chegar», podemos atribuir apenas à pessoa uma dificuldade que o espaço agrava. Perguntar «o que impede a chegada?» muda o foco e convida a examinar o percurso. Não retira importância às diferenças individuais; acrescenta uma tarefa coletiva. Uma cidade legível permite perceber caminhos, regras e alternativas, sem depender sempre de explicações de outra pessoa. Defendo, por isso, que os projetos urbanos incluam percursos verificados por quem os usa. O objetivo não é eliminar toda a dificuldade nem prometer uma cidade perfeita. É tornar identificáveis os obstáculos que podemos corrigir e assegurar que a escolha de uma solução tenha razões públicas. A cidade que se deixa ler oferece mais oportunidades para que os seus habitantes participem na escrita do que vem a seguir. Na frase «Estes obstáculos exigem estudo e negociação», «Estes obstáculos» retoma principalmente

      Partes
      1. Pontos

        13

        Atividade

        Selecione uma única opção.

        Tipo respuesta

        eleccion-unica

        Opções
        1. Texto

          Os veículos que ocupam uma rampa depois da obra.

        2. Texto

          Todas as diferenças individuais citadas no último parágrafo.

        3. Texto

          A largura, a inclinação e a conservação do património que limitam escolhas.

        4. Texto

          Apenas o custo de manutenção de uma solução já escolhida.

        Explicacion distractores
        A

        Os veículos surgem num parágrafo posterior.

        B

        A expressão aponta aos fatores imediatamente anteriores do bairro antigo.

        D

        O custo é critério de comparação posterior, não o conjunto retomado.

      Posicion

      12

      Obligatorio

      False

      Referencial

      Aprendizagens Essenciais dos anos abrangidos pela prova 639; seleção editorial de treino 2026.

    Elegir

    1

    Obligatorio

    False

    Pontos

    13

  13. II.6 · Subordinada concessiva

    Posicion

    13

    Opções

    1. II.6 · Subordinada concessiva
      Prueba

      Exame Nacional de Português

      Convocatoria

      2026

      Curso

      12-ano

      Materia

      portugues

      Caracter

      original-editorial

      Bloque

      Gramática · Subordinação

      Pontuação máxima

      13

      Atividade

      Texto original de opinião: «Uma cidade também se lê» Uma cidade não é apenas um conjunto de edifícios. É também uma rede de percursos que decide, em cada esquina, quem pode chegar a um lugar e quanto esforço precisa de fazer. Um passeio interrompido obriga uma pessoa a descer para a estrada; uma entrada com degraus pode transformar uma distância curta numa viagem impossível. Ler a cidade é reparar nesses sinais, em vez de aceitar que são um pormenor inevitável. A acessibilidade não começa quando alguém pede ajuda. Deve entrar no desenho do espaço, antes da inauguração. Há quem considere que uma rampa serve um grupo pequeno. Porém, a mesma passagem pode ser usada por quem empurra um carrinho de bebé, transporta compras ou regressa a casa com uma perna imobilizada. Não precisamos de viver a mesma dificuldade para reconhecer a utilidade de a remover. O que parece exceção pode revelar uma fragilidade da regra. Isso não significa que todas as obras sejam simples ou que exista uma solução única para qualquer rua. Num bairro antigo, largura, inclinação e conservação do património podem limitar as escolhas. Estes obstáculos exigem estudo e negociação; não autorizam a desistência imediata. Se duas soluções forem possíveis, devemos comparar a autonomia que cada uma oferece, o custo de manutenção e a segurança de quem as utiliza. A solução mais visível numa fotografia nem sempre é a mais útil num percurso completo. Importa ainda ouvir as pessoas que usam o espaço. Um mapa feito no gabinete pode representar uma passagem como contínua, embora uma porta frequentemente fechada impeça a circulação. Uma associação de moradores pode identificar esse ponto; a observação em diferentes horários permite verificar o problema. Consultar utilizadores não substitui a avaliação técnica, mas ajuda a formular perguntas que a planta desenhada não responde. Depois da obra, a verificação deve continuar. Uma rampa ocupada por veículos deixa de cumprir a função para que foi criada. Há também responsabilidade na linguagem. Quando dizemos que alguém «não consegue chegar», podemos atribuir apenas à pessoa uma dificuldade que o espaço agrava. Perguntar «o que impede a chegada?» muda o foco e convida a examinar o percurso. Não retira importância às diferenças individuais; acrescenta uma tarefa coletiva. Uma cidade legível permite perceber caminhos, regras e alternativas, sem depender sempre de explicações de outra pessoa. Defendo, por isso, que os projetos urbanos incluam percursos verificados por quem os usa. O objetivo não é eliminar toda a dificuldade nem prometer uma cidade perfeita. É tornar identificáveis os obstáculos que podemos corrigir e assegurar que a escolha de uma solução tenha razões públicas. A cidade que se deixa ler oferece mais oportunidades para que os seus habitantes participem na escrita do que vem a seguir. Na frase «Um mapa feito no gabinete pode representar uma passagem como contínua, embora uma porta frequentemente fechada impeça a circulação», a oração iniciada por «embora» é

      Partes
      1. Pontos

        13

        Atividade

        Selecione uma única opção.

        Tipo respuesta

        eleccion-unica

        Opções
        1. Texto

          Subordinada substantiva completiva.

        2. Texto

          Subordinada adverbial concessiva.

        3. Texto

          Subordinada adjetiva relativa restritiva.

        4. Texto

          Coordenada conclusiva.

        Explicacion distractores
        A

        A oração não completa um argumento de representar; apresenta uma circunstância concessiva.

        C

        Embora não é pronome relativo com antecedente nominal nesta frase.

        D

        Há subordinação por embora, não conclusão coordenada.

      Posicion

      13

      Obligatorio

      True

      Referencial

      Aprendizagens Essenciais dos anos abrangidos pela prova 639; seleção editorial de treino 2026.

    Elegir

    1

    Obligatorio

    True

    Pontos

    13

  14. II.7 · Função sintática

    Posicion

    14

    Opções

    1. II.7 · Função sintática
      Prueba

      Exame Nacional de Português

      Convocatoria

      2026

      Curso

      12-ano

      Materia

      portugues

      Caracter

      original-editorial

      Bloque

      Gramática · Complemento direto

      Pontuação máxima

      13

      Atividade

      Texto original de opinião: «Uma cidade também se lê» Uma cidade não é apenas um conjunto de edifícios. É também uma rede de percursos que decide, em cada esquina, quem pode chegar a um lugar e quanto esforço precisa de fazer. Um passeio interrompido obriga uma pessoa a descer para a estrada; uma entrada com degraus pode transformar uma distância curta numa viagem impossível. Ler a cidade é reparar nesses sinais, em vez de aceitar que são um pormenor inevitável. A acessibilidade não começa quando alguém pede ajuda. Deve entrar no desenho do espaço, antes da inauguração. Há quem considere que uma rampa serve um grupo pequeno. Porém, a mesma passagem pode ser usada por quem empurra um carrinho de bebé, transporta compras ou regressa a casa com uma perna imobilizada. Não precisamos de viver a mesma dificuldade para reconhecer a utilidade de a remover. O que parece exceção pode revelar uma fragilidade da regra. Isso não significa que todas as obras sejam simples ou que exista uma solução única para qualquer rua. Num bairro antigo, largura, inclinação e conservação do património podem limitar as escolhas. Estes obstáculos exigem estudo e negociação; não autorizam a desistência imediata. Se duas soluções forem possíveis, devemos comparar a autonomia que cada uma oferece, o custo de manutenção e a segurança de quem as utiliza. A solução mais visível numa fotografia nem sempre é a mais útil num percurso completo. Importa ainda ouvir as pessoas que usam o espaço. Um mapa feito no gabinete pode representar uma passagem como contínua, embora uma porta frequentemente fechada impeça a circulação. Uma associação de moradores pode identificar esse ponto; a observação em diferentes horários permite verificar o problema. Consultar utilizadores não substitui a avaliação técnica, mas ajuda a formular perguntas que a planta desenhada não responde. Depois da obra, a verificação deve continuar. Uma rampa ocupada por veículos deixa de cumprir a função para que foi criada. Há também responsabilidade na linguagem. Quando dizemos que alguém «não consegue chegar», podemos atribuir apenas à pessoa uma dificuldade que o espaço agrava. Perguntar «o que impede a chegada?» muda o foco e convida a examinar o percurso. Não retira importância às diferenças individuais; acrescenta uma tarefa coletiva. Uma cidade legível permite perceber caminhos, regras e alternativas, sem depender sempre de explicações de outra pessoa. Defendo, por isso, que os projetos urbanos incluam percursos verificados por quem os usa. O objetivo não é eliminar toda a dificuldade nem prometer uma cidade perfeita. É tornar identificáveis os obstáculos que podemos corrigir e assegurar que a escolha de uma solução tenha razões públicas. A cidade que se deixa ler oferece mais oportunidades para que os seus habitantes participem na escrita do que vem a seguir. Em «Uma associação de moradores pode identificar esse ponto», a expressão «esse ponto» desempenha a função de

      Partes
      1. Pontos

        13

        Atividade

        Selecione uma única opção.

        Tipo respuesta

        eleccion-unica

        Opções
        1. Texto

          Sujeito

        2. Texto

          Complemento indireto

        3. Texto

          Complemento oblíquo

        4. Texto

          Complemento direto

        Explicacion distractores
        A

        O sujeito é uma associação de moradores.

        B

        A substituição é por o, não por lhe.

        C

        O grupo nominal é objeto direto, sem preposição selecionada.

      Posicion

      14

      Obligatorio

      True

      Referencial

      Aprendizagens Essenciais dos anos abrangidos pela prova 639; seleção editorial de treino 2026.

    Elegir

    1

    Obligatorio

    True

    Pontos

    13

  15. III · Texto de opinião

    Posicion

    15

    Opções

    1. III · Texto de opinião
      Prueba

      Exame Nacional de Português

      Convocatoria

      2026

      Curso

      12-ano

      Materia

      portugues

      Caracter

      original-editorial

      Bloque

      Escrita · Resposta extensa

      Pontuação máxima

      44

      Atividade

      Escreva um texto de opinião de 200 a 350 palavras sobre a afirmação «Uma cidade inclusiva depende tanto do desenho das ruas como do uso que fazemos delas». Apresente uma posição, desenvolva pelo menos dois argumentos apoiados em exemplos e conclua em coerência com o desenvolvimento. Pode apoiar-se no texto «Uma cidade também se lê», mas não o copie. Conte cada sequência separada por espaços como uma palavra; números e palavras com hífen contam como uma palavra.

      Partes
      1. Pontos

        44

        Atividade

        Apresente a resposta e os passos ou fundamentos pedidos.

        Tipo respuesta

        desarrollo

      Posicion

      15

      Obligatorio

      True

      Referencial

      Aprendizagens Essenciais dos anos abrangidos pela prova 639; seleção editorial de treino 2026.

    Elegir

    1

    Obligatorio

    True

    Pontos

    44

Seleccion puntuacion

Obligatorios

  1. 1

  2. 2

  3. 4

  4. 5

  5. 7

  6. 8

  7. 9

  8. 13

  9. 14

  10. 15

Facultativos

  1. 3

  2. 6

  3. 10

  4. 11

  5. 12

Mejores facultativos

3

Subtotal obligatorio

161

Subtotal facultativo

39

Sin respuesta

0

Formulario

Material de partida