
O gráfico e a escala
10-ano · exposicao-sobre-um-tema
Dois cartazes sobre a participação numa feira apresentavam os mesmos valores para três anos. Num deles, as colunas pareciam crescer de forma muito acentuada; no outro, a diferença visual era pequena. A turma começou por procurar um erro nas contas. Os números inscritos sobre cada coluna coincidiam. A divergência vinha da escala: um eixo começava perto do menor valor e o outro começava em zero.
A professora explicou que as colunas representam os totais pela sua altura e, por isso, devem partir de zero. Recortar o eixo pode exagerar a relação entre as quantidades, mesmo quando os números estão certos e o recorte está indicado. Para estudar pequenas variações, é preferível apresentar as diferenças num quadro ou usar um gráfico de linhas com a escala claramente assinalada. Nesse gráfico, a posição dos pontos mostra a mudança; não se compara a altura de colunas como se ela representasse os totais.
A turma descobriu outra diferença no título. Um cartaz dizia «A feira conquista o bairro»; o outro, «Entradas registadas na feira». O primeiro ligava a contagem a uma interpretação sobre popularidade. Porém, os registos eram de entradas, não de moradores diferentes. Uma pessoa podia entrar duas vezes e visitantes de outros lugares também eram contados. O segundo título descrevia melhor a informação disponível, embora não respondesse sozinho à pergunta sobre interesse pelo evento.
Para preparar um terceiro cartaz, os alunos decidiram manter a escala completa e acrescentar uma nota com a unidade de contagem. Num quadro ao lado, mostraram a variação entre anos, sem usar a altura das colunas como medida dessa diferença. O desenho tornava mais fácil distinguir quantidade e crescimento. As anotações ocupavam espaço, mas evitavam que a imagem oferecesse uma conclusão sem os seus limites.
O trabalho terminou com uma pergunta: qual cartaz seria mais útil para decidir o tamanho da próxima feira? A resposta não dependia apenas da escolha de escala. Seria necessário conhecer horários de maior movimento, permanência dos visitantes e condições de cada edição. O gráfico podia orientar a decisão; a forma de o ler determinava quais perguntas continuavam por fazer.
- escala
- Relação entre posições gráficas e valores representados.
- variação
- Diferença ou alteração entre valores ou situações.
Escolhe uma opção.
Que diferença entre os cartazes explica o contraste visual observado pela turma?
- A ordem dos anos faz o cartaz apresentar o mesmo aumento como uma descida.
- A posição inicial do eixo altera a proporção visual das alturas.
- A contagem distingue moradores de visitantes no segundo cartaz.
Escolhe uma opção.
Que solução distingue a comparação dos totais do estudo de pequenas variações?
- Dar destaque às diferenças num gráfico de colunas cujo eixo começa perto do valor menor.
- Manter as colunas desde zero e apresentar as diferenças num quadro ou num gráfico de linhas.
- Usar a mesma altura para as colunas e indicar os totais através de uma escala recortada.
Escolhe uma opção.
Que informação falta para sustentar «A feira conquista o bairro»?
- Uma escala começada em zero que aumente a diferença entre os anos.
- Uma ligação entre as entradas e o interesse de moradores identificados.
- A correspondência entre os números das colunas dos dois cartazes.
Escolhe uma opção.
Que vantagem tem apresentar a variação num quadro separado?
- Distingue a comparação dos totais da diferença entre as edições.
- Transforma o aumento das entradas numa previsão do próximo evento.
- Permite retirar a unidade de contagem do gráfico principal da feira.
Escolhe uma opção.
Por que os totais anuais não bastam para dimensionar a próxima feira?
- Não mostram a distribuição do movimento nem as condições de utilização.
- A existência de duas escalas impede comparar os anos representados.
- As entradas repetidas demonstram que o interesse diminuiu ao longo do período.
Indica se a afirmação é verdadeira ou falsa.
A turma considera que uma representação rigorosa pode esclarecer os dados e, ao mesmo tempo, deixar uma decisão por resolver.
