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Ouvir e distinguir o que aconteceu do que se pensa

6.º anoPercurso edumaterial

O que vais aprender

  • Classificar enunciados de uma intervenção fictícia, usando pistas verbais e uma gravação transcrita.

Compreender

Quando ouvimos alguém, convém separar informações verificáveis de avaliações pessoais. Na intervenção, «a turma visitou a biblioteca na terça-feira» apresenta um acontecimento que poderia ser confirmado pelo calendário ou por testemunhos. «Participaram 18 alunos» é um dado numérico que também pode ser conferido. Chamar a visita «a melhor atividade da semana» exprime uma opinião: outra pessoa pode comparar a semana de modo diferente. A frase seguinte dá uma razão para essa preferência.

Uma opinião não é necessariamente errada. Pode ser mais clara e persuasiva quando é acompanhada de uma razão relevante: «foi a melhor, porque pudemos escolher livros». Esta justificação explica o ponto de vista de quem fala, mas não transforma a avaliação numa medição objetiva. O facto de haver 18 participantes também não prova que todos gostaram da visita. É preciso evitar acrescentar ao discurso aquilo que ele não disse.

Para ouvir com atenção, anotamos palavras decisivas e verificamos a função de cada enunciado. «Na terça-feira» situa o acontecimento; «melhor» indica uma comparação valorativa; «porque» introduz a justificação. Ao responder oralmente, podemos dizer primeiro o facto, depois a opinião e finalmente a razão apresentada. Se faltar informação, formulamos uma pergunta em vez de completar a lacuna com uma hipótese tratada como facto.

Exemplo resolvido

Numa fala inventada ouve-se: «Na quarta-feira vieram 14 alunos ao clube. Foi a atividade mais divertida do mês». Distingue relato e avaliação.

  1. A data e o número de participantes são dados apresentados pelo falante, verificáveis num registo.
  2. «Mais divertida» exprime uma avaliação pessoal e exige saber quem a fez.
  3. Não transformo essa apreciação na opinião de todos os 14 participantes.

Relato: quarta-feira e 14 alunos; opinião: «a atividade mais divertida do mês».

Atenção ao erro

Tratar «melhor» como medida objetiva.

Uma aluna relata uma visita da turma à biblioteca e mostra também o seu gosto por escolher livros.
A visita e a participação são dados relatados; «a melhor atividade» seria uma opinião.

Verifica agora

  1. Ver a ilustração

    Retoma o texto base da explicação: «Participaram 18 alunos» é facto relatado ou opinião?

    Ver solução explicada

    Resposta: Facto relatado, verificável no contexto.

    Distingue dado numérico de avaliação.

  2. Ver a ilustração

    Retoma o texto base da explicação: «Foi a melhor atividade» é facto ou opinião?

    Ver solução explicada

    Resposta: Opinião.

    Reconhece o valor subjetivo de «melhor».

  3. Ver a ilustração

    Retoma o texto base da explicação: Que razão sustenta a opinião de quem fala?

    Ver solução explicada

    Resposta: Puderam escolher livros.

    Localiza a razão introduzida por «porque».

  4. Ver a ilustração

    Retoma o texto base da explicação: O discurso prova que todos os 18 alunos gostaram da visita?

    Ver solução explicada

    Resposta: Não; só sabemos que participaram.

    Não generaliza uma opinião aos restantes.

Alinhamento curricular e fontes

  • Oralidade, factos, opiniões e argumentos, página 6. Objetivo oficial parafraseado: Distinguir factos de opiniões numa explicação oral e fundamentar o sentido percebido.. O exemplo, a sequência e os exercícios são editoriais. · Aprendizagens Essenciais · portugues-escolar · 6-ano