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Duas críticas ao jardim

9-ano · comparacao-de-comentarios

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O jornal escolar publicou duas críticas a um jardim recentemente remodelado. Inês elogiou os bancos junto do caminho principal: tinham encosto e ficavam perto da entrada. André considerou a intervenção pouco útil, porque, ao meio-dia, esses bancos estavam ao sol. Ambos visitaram o mesmo lugar, mas em momentos diferentes e com perguntas diferentes.

Inês acompanhara a avó, que tinha dificuldade em andar. A distância entre a entrada e o primeiro banco fora importante para a visita. André levara um livro e procurara um sítio onde pudesse permanecer durante a pausa de almoço. No seu comentário, chamou aos novos bancos «cadeiras de espera sem teto». A expressão sugeria que permitiam parar, mas não ficar confortavelmente durante o tempo que ele desejava.

A editora pediu aos dois autores que identificassem os critérios das suas críticas. Inês passou a escrever sobre proximidade e apoio ao sentar. André esclareceu que avaliava a sombra no horário da sua visita. Nenhum dos critérios anulava o outro. Um banco podia facilitar uma pausa curta junto da entrada e ser uma escolha menos adequada para ler ao meio-dia.

Um terceiro aluno trouxe uma fotografia tirada ao fim da tarde, com os bancos à sombra. Pensava que ela resolvia a discussão. A editora discordou: a fotografia ajudava a perceber uma mudança ao longo do dia, mas não corrigia retroativamente a experiência de André. Também não mostrava como a avó de Inês percorrera o caminho.

O texto final manteve as duas críticas e acrescentou os seus contextos. Em vez de perguntar qual autor tinha observado o jardim verdadeiro, convidava o leitor a relacionar cada apreciação com uma necessidade e um momento. A remodelação deixava de parecer excelente ou inútil em bloco; tornava-se uma intervenção cujos efeitos podiam ser discutidos com critérios concretos.

retroativamente
Com efeito sobre um momento anterior.
critérios
Aspetos escolhidos para orientar uma avaliação.
  1. Escolhe uma opção.

    Que relação entre as duas críticas é sustentada pelas visitas descritas?

    • Divergem sobre a existência de encostos nos bancos do caminho principal.
    • Avaliam a mesma intervenção a partir de necessidades e horários distintos.
    • Referem jardins diferentes, embora usem a mesma entrada como referência.
  2. Escolhe uma opção.

    O que a expressão «cadeiras de espera sem teto» acrescenta à crítica de André?

    • Reconhece a sombra à tarde como motivo para preferir uma visita breve.
    • Descreve a função dos bancos como parte de uma paragem de autocarro.
    • Distingue a possibilidade de parar da condição que ele procura para permanecer.
  3. Escolhe uma opção.

    Por que razão a fotografia da tarde não resolve a divergência?

    • Regista o percurso da avó, mas deixa de fora a posição do leitor.
    • Documenta outro momento e não as condições de ambas as experiências.
    • Mostra uma remodelação anterior à instalação dos bancos com encosto.
  4. Escolhe uma opção.

    Que função tem o pedido da editora no desenvolvimento do texto?

    • Torna explícitos os critérios necessários para relacionar as apreciações.
    • Faz os autores repetir a visita para obter uma opinião em comum.
    • Determina qual dos visitantes conhece melhor o jardim remodelado.
  5. Escolhe uma opção.

    Uma pessoa procura uma pausa curta junto da entrada. Que comentário lhe oferece a informação mais pertinente?

    • O do terceiro aluno, por identificar o horário preferido de quem usa encosto.
    • O de André, por mostrar que a fotografia da tarde não descreve o meio-dia.
    • O de Inês, por relacionar a proximidade do banco com uma dificuldade de deslocação.
  6. Indica se a afirmação é verdadeira ou falsa.

    O texto final implica que, esclarecidos os contextos, as duas apreciações podem ser pertinentes sem se tornarem equivalentes.

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